Conservatório com dança pela Academia Arabesque

O Conservatório de Música e Artes do Centro (CMAC) concretizou um protocolo com a Academia Arabesque que vai coordenar o curso de dança no conservatório. As aulas de dança passam a ter a orientação e coordenação da professora Yolexis Santana Vila.

Yolexis Santana Vila é bailarina de origem Cubana, está em Portugal desde 2004 e é diretora da Academia Arabesque, em Ourém, que fundou em 2010 e que tem conquistado prémios nacionais e internacionais.

Para Yolesis Santana Vila, esta parceria com o CMAC “é um caminho natural”, pois considera que “a dança é uma mais valia para a música, assim como, a música é para a dança”.

Com este novo desafio a diretora da Academia Arabesque quer “levar a dança mais além e fazer uma formação adequada a cada criança”, garantindo que a especificidade deste ensino ajuda até na concentração escolar. “Os alunos de dança, sobretudo os de alto rendimento, conseguem desempenhos excelentes na escola, pois quando estão na dança estão focados na dança e quando estão na escola estão focados nas suas aprendizagens. Aprendem a ser organizados e a cumprir horários”.

A Academia Arabesque tem quase de 200 alunos, distribuídos pelas diferentes valências, desde o regime livre, passando pelo alto rendimento e este ano com a inclusão do regime articulado com a componente de dança.

Nesta parceria com o conservatório, as aulas são ministradas nas instalações do Conservatório de Fátima. O Conservatório de Música e Artes do Centro assegurará, no âmbito do protocolo estabelecido, as aulas de música aos alunos do regime articulado.

“O conservatório é já uma referência na música e nós queremos fazer isso também com a dança”, afirma a professora, que assume ter boas expectativas para esta nova etapa: “Queremos ter mais dinâmica, mais música e dança integradas, mais projetos. Aliás temos o projeto de apresentar o excerto do II acto do bailado do Lago dos Cisnes com orquestra ao vivo”.

Este primeiro ano será o início para conseguir fixar o ballet clássico, que, para Yolexis é a “base da dança. Os resultados aparecerão se houver consistência e por isso queremos criar uma base sólida, com metodologia, seguindo a escola de Cuba. E para fortalecer o quadro de professores virão mais professores de dança de Cuba ainda este ano”, garante a professora.

Há várias atividades e projetos em preparação, as aulas já começaram. O caminho é exigente e quer-se de excelência nesta conjugação de artes. E quanto à dança, Yolexis lança um desafio: “É preciso que as pessoas percebam o que é a dança. A dança é mais do que ocupação dos tempos livres. Queremos fortalecer a dança, queremos formar bailarinos e, isto às vezes assusta as pessoas. Queremos que haja espaço para quem quer apenas dançar, mas também queremos uma formação consistente para quem quer ser bailarino”, sublinha Yolesxis Santana Vila.


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