Município pede empenho do governo numa solução para a despoluição

A Câmara da Batalha solicitou ao primeiro-ministro, no início deste mês, “a clarificação da posição do governo sobre a execução do projeto de tratamento dos efluentes suinícolas e de despoluição da bacia hidrográfica do rio Lis”.

O presidente do município, Paulo Batista Santos, enviou a António Costa uma carta na qual “expressa a sua incompreensão perante as recentes declarações do ministro do Ambiente”, “garantindo que a opção futura passava pelo tratamento de efluentes suinícolas com recurso a ETAR existentes no subsistema do Lis, hipótese nunca considerada porque tecnicamente inviável”.

O autarca destaca que a própria empresa concessionária do sistema multimunicipal de saneamento, sob tutela do Ministério do Ambiente, a Águas do Centro Litoral, afirmou que “o sistema de ETAR da região não comporta o tratamento dos afluentes produzidos”.

Numa declaração anterior, o autarca tinha dito que “é uma ficção pensar que é uma solução para a região e qualidade dos seus recursos hídricos, a opção de tratamento dos efluentes das suiniculturas pelas ETAR já existentes na região de Leiria e com a capacidade subaproveitada”.

Na sua perspetiva, “a quantidade de resíduos produzidos pelas suiniculturas da região é insuscetível de ser tratada na ETAR do Coimbrão, que apenas recebe uma pequena quantidade de efluentes, já em estado sólido, e a razão principal da não entrega pelos produtores é o custo do transporte”, adianta.

Na carta enviada a António Costa adianta que a solução para a poluição suinícola “passa pela viabilização da Estação de Tratamento de Efluentes Suinícolas da Região do Lis (ETES do Lis)”, pelo que solicita ao primeiro-ministro “um derradeiro empenho na viabilização do projeto de construção” da infraestrutura, que beneficiará uma região constituída pelos municípios de Leiria, Pombal, Ourém, Batalha, Marinha Grande e Porto de Mós.

O ministro do Ambiente disse, a 7 de agosto, em Abrantes, que “até outubro será consensualizada uma solução” entre as entidades envolvidas no projeto de despoluição da Bacia Hidrográfica do Rio Lis, que envolve a utilização de ETAR.

“Quanto a uma solução final, muito provavelmente”, segundo João Matos Fernandes, “terá de ser construída uma ETAR dedicada [ETES do Lis], ainda que muito mais pequena do que a prevista e com um investimento muito menor do que o previsto” no projeto anterior.


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