Valorlis terá de cobrar menos pelo lixo

A Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) “confirmou a assertividade da posição dos municípios” da região, incluindo o Concelho da Batalha, que criticaram a proposta de aumento de 85% em três anos das tarifas de resíduos, ajustando em baixa o valor proposto pela Valoris para o período 2019/2021.

A empresa apresentava o valor de 36,04 euros por tonelada (Euro/ton) para vigorar no ano de 2019, 46,83 euro/ton para 2020 e 48,95 euro/ton para 2021 (+85,6% face a 2018). Pelo contrário, a ERSAR propõe definir 15,18 euro/ton para 2019, 22,98 euro/ton para 2020 e 22,47 euro/ton para 2021.

“Tal como foi preconizado na tomada de posição das autarquias que integram o sistema multimunicipal de tratamento de lixos, os valores e proveitos permitidos e tarifários propostos pela Valorlis não tinham qualquer adesão com a realidade da operação da empresa ou justificação credível nas alegadas exigências do PERSU”, explicou esta segunda-feira, 20, o presidente da Câmara da Batalha, Paulo batista Santos.

Numa nota à Imprensa, o Município da Batalha recorda que “das 12 concessões de serviços multimunicipais (11 das quais são detidos maioritariamente pela Empresa Geral de Fomento), as tarifas em vigor na Valorlis (26,38 euros/ton) ainda são uma das mais caras do país e que comparam, por exemplo, com 19,89 euros/ton da Valorsul, aplicável aos concelhos da região de Lisboa e sul do distrito de Leiria”.

A proposta da ERSAR é suscetível de reclamação por parte da Valorlis, até 15 de setembro, “pelo que é relevante que os municípios continuarem a acompanhar este tema e defenderem os valores que a ERSAR se propõe definir para o período regulatório 2019-2021, porque são ajustados à realidade da empresa e suportáveis pelas autarquias que integram o sistema multimunicipal”, refere a autarquia da Batalha.

Para o Presidente da Câmara da Batalha, “os municípios da Batalha, Leiria, Marinha Grande, Ourém, Pombal e Porto de Mós, que integram o sistema multimunicipal da Valorlis, devem continuar exigentes na melhoria do serviço da recolha seletiva e tratamento dos resíduos, porque estratégico para o futuro sustentável da região, mas sem que esse objetivo sirva para penalizar os cidadãos com tarifas excessivas”.


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