A Opinião de André Loureiro

Presidente do PSD da Batalha

Um Natal diferente, mas festejado em família

Segundo estudos recentemente divulgados, por altura do Natal e se os números da epidemia continuarem a descer ao ritmo das últimas semanas, haverá, no mínimo, 20 mil portugueses infetados e contagiosos com a Covid-19, a maioria dos quais sem o saber, por estarem assintomáticos, não terem ainda desenvolvido sintomas ou estes serem ligeiros.

Também na nossa região assim será - haverá por certo mais de meio milhar de pessoas com o vírus ativo, algumas dezenas no concelho da Batalha, pelo que é muito importante continuarmos a observar as recomendações das autoridades de saúde, sem alarmes excessivos que só assustam as pessoas, mas também sem o facilitismo de quem ignora a grave crise de saúde pública que infelizmente ainda nos vai atormentar durante uns longos meses. Neste particular, para além das notícias e declarações diárias dos responsáveis, importa focalizarmo-nos na realidade que hoje conhecemos em torno da Covid-19.

Em primeiro lugar, há que reconhecer que as diversas entidades envolvidas no combate à pandemia têm conseguido travar a escalada de novos contágios e assim manter o número de doentes abaixo do limite hospitalar, não obstante os inevitáveis atrasos nas consultas e cirurgias programadas. Pelo que é certo que este será o caminho a seguir nos próximos meses.

Em segundo lugar, este objetivo foi atingido à custa de confinamentos abrangentes, afetando sobretudo a restauração e a hotelaria, mas também o comércio. Essencialmente, a estratégia consistiu na mitigação de contactos durante a semana à noite e, mais recentemente, ao fim de semana e feriados durante a maior parte do dia. E aqui sabemos da urgência de passar das palavras aos atos no tocante aos apoios à economia e sobretudo aos pequenos negócios.

Por fim, em terceiro lugar, os cientistas conseguiram o “milagre” de em menos de um ano garantir, à data de hoje, três vacinas com eficácia comprovada cientificamente. Haverá mais nos próximos meses, e todas com garantia superior a 90%, valor que não impedindo a infeção ou transmissão, permite que o infetado não fique doente na forma severa como quem não está imunizado à Covid-19

Ora este quadro, é razoável admitir que iremos vencer mais este enorme desafio, infelizmente com perda de vidas humanas, mas no final do próximo ano de 2021 é certo que o Mundo conhecerá uma nova realidade e, estou certo, uma renovada ambição de retomar o progresso das sociedades e o bem-estar das populações. Resta saber esperar, sermos determinados nas medidas de proteção e ter confiança no futuro.

Por essa essa razão e parafraseando um amigo médico de saúde pública, “a Covid-19 não nos vai impedir de celebrar o Natal de 2020, mas exige de todos nós um modo mais seguro de o fazer”. Ou seja, como até aqui, temos de proteger na nossa família e entes queridos, e nesta fase a melhor forma de o fazermos é garantir as regras básicas de proteção e distanciamento, promovendo a celebração do Natal em grupos pequenos e evitar o ajuntamento com famílias diferentes. Quem estiver doente ou com sintomas fica em casa à lareira e no telefone.

Creio que na nossa terra temos razões para estar otimistas e confiantes num futuro melhor, pelo que a todos desejo um Feliz Natal e um ano 2021 com muitos sucessos e sobretudo saúde.


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