Superstições: como influenciam a nossa vida

As superstições são tão antigas quanto a história da humanidade. São histórias que vão sendo transmitidas de geração em geração e assim ganham mais peso e veracidade. O medo do gato preto; não deixar a carteira no chão que o dinheiro foge; a peça de roupa interior de cor azul na passagem de ano para ter um ano afortunado; não passar por baixo de escadas; bater três vezes na madeira…

Todos nós por mais que até digamos que não prestamos qualquer importância para estas superstições, a verdade é que uma parte de nós fica com algumas dúvidas “será que pode mesmo acontecer caso eu faça, ou não faça?” Isto, porque são ideias que acabam por ganhar dimensão pela convicção com que são transmitidas ao longo das gerações.

O termo “superstição” tem origem do latim “superstitio”, o que remete para as crenças formadas a partir do conhecimento popular. Desde a antiguidade que os povos acreditavam em várias crenças associando a aspetos mágicos e assim, muitas superstições nascem de hábitos antigos. No entanto, estas crenças não apresentam uma base de razão ou até mesmo científica.

E como é que estas ideias populares podem influenciar a forma como pensamos e consequentemente agimos?

Entre outras formas, vou ressalvar a que do meu ponto de vista influencia maioritariamente nos padrões cognitivos de cada um de nós e que por sua vez pode enveredar determinadas consequências comportamentais.

Estas superstições podem influenciar pelas certezas que trazem na nossa vida. Temos a legitimidade de pensar “ora se tanta gente diz, é porque realmente acontece, mais vale ser cauteloso”. E esta linha de pensamento vai inevitavelmente, de forma inconsciente construir ou recalcar a crença expectável. Mas e se por outro lado, eu constatar que até usei aquela peça de roupa interior de cor azul na passagem de ano, mas o meu ano foi lastimável? Ao nível psíquico e mencionando de uma forma geral, o que acontece é que inconscientemente acabo por generalizar esta situação para outras onde tenha que evocar qualquer expectativa.

E o leitor? Já parou para pensar até que ponto alguma superstição o influenciou num determinado momento da sua vida?


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