Joana Crispim

Mestre em Psicologia Clínica e formada em Hipnose

Supernanny e algumas questões parentais

A verdade é que uma boa polémica em televisão aumenta as audiências trazendo mais espectadores. Mas será que pelas melhores razões? Este assunto tem contestado opiniões controversas entre os portugueses.

O programa Supernanny é um formato internacional exibido em 21 países, em Portugal estreou na SIC no início deste ano. É um programa televisivo que aborda situações reais e expõe as crianças a todos os portugueses. Desde então, sucessões de críticas têm emergido e é um assunto que tem disputado queixas por parte de diversas entidades que gerem os direitos das crianças.

Várias questões surgem: Será que as crianças envolvidas neste programa serão incentivo/alvo de Bullying nas suas escolas? Será que os pais serão questionados sobre as suas práticas educativas e parentais? Será que as crianças deveriam estar sujeitas a estas medidas extremas nas situações em que estão a ser?

A Supernanny é uma psicóloga clínica que depois de observar o contexto familiar, intervém dando ferramentas essenciais a estes pais. Sugerindo assim, estratégias mais funcionais para a mudança de determinados comportamentos. Muitas famílias na sociedade atual, têm exata noção de que necessitam de apoio psicológico quer por umas razões quer por outras, a questão é que nem todas as famílias manifestam capacidades financeiras para recorrer a esta área da saúde e assim torna-se mais acessível inscreverem-se num programa onde são conduzidas pelo sentimento de esperança face à reconstituição de um ambiente familiar desejado. É importante ressalvar que os pais por vezes carecem da necessidade de aprender uma forma mais assertiva de como lidar com os seus filhos, principalmente quando se trata de uma questão de autoridade. No entanto, até que ponto é que cruzar limites entre a vida real e as audiências televisivas irão de forma pedagógica ajudar quer a criança, quer o núcleo parental?

Tornou-se bastante habitual as pessoas queixarem-se da má educação das crianças, das birras que fazem, ou até mesmo da falta de respeito que têm com os pais. Desta forma, este programa visa estimular as práticas de bom comportamento no seio familiar que posteriormente se vai refletir na escola e no quotidiano da criança.

Contudo, será que Portugal está preparado para que “alguém” venha dizer ou ensinar como devemos educar os nossos filhos?


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