Somos Batalha e Batalha é de Todos protagonizam a disputa mais acesa

As candidaturas PSD/Somos Batalha e o movimento Batalha é de Todos, apoiado pelo PS, protagonizaram, no último mês, os principais confrontos políticos no contexto das eleições autárquicas marcadas para o dia 26 de setembro.

O líder da candidatura PSD/Somos Batalha, Paulo Batista Santos, “identificou as principais prioridades” da candidatura, na sessão de apresentação da equipa, no dia 9 de agosto, e destacou a importância das freguesias no desenvolvimento do concelho.

A conclusão de obras que a pandemia atrasou e o foco na melhoria da qualidade de vida dos batalhenses foram as principais razões que apontou para a recandidatura.

Neste sentido, “garantiu que medidas como a creche gratuita, a implementação de rendas acessíveis e apoios às famílias através do programa Batalha Solidária, a baixa tarifa da água e a reduzida taxa do IMI são para manter, porque o mais importante da sua obra são as pessoas”, lê-se num comunicado da candidatura.

A lista PSD/Somos destaca “os muitos candidatos que pela primeira vez surgem em processos autárquicos, reforçando o sentido de unidade em prol de um único objetivo: o trabalho, compromisso e dedicação pelo concelho e, sobretudo, pelas pessoas, como afirmou Júlio Órfão, mandatário da candidatura.

Paulo Batista Santos defendeu ainda o reforço na aposta nas “freguesias, porque estão mais perto das pessoas e conhecem melhor os pequenos problemas. São os autarcas de freguesia que falam permanentemente com os serviços”.

Por sua vez, a candidatura Batalha é de Todos, afirma que “aquilo que os batalhenses querem saber é o que vai mudar nas suas vidas se votarem no projeto e na equipa liderada por Raul Castro, que conta com a participação e a adesão de cada vez mais pessoas empenhadas no desenvolvimento do concelho e na devolução aos munícipes dos seus direitos”.

Em comunicado, datado de 27 de agosto, o movimento refere que “nem sempre, do lado de quem sente que poderá perder o poder conquistado, tem havido ideias, elevação e correção para com as outras candidaturas”, pelo que “apela, por isso, à seriedade intelectual e pessoal desta campanha. Não é por sentirem que estão prestes a perder o poder na Batalha que os responsáveis políticos têm o direito de insultar e pôr em causa a seriedade profissional de empresas, trabalhadores honestos e dos adversários”.

“Esperamos, assim, que esta campanha decorra com toda a normalidade e que os adversários não enveredem agora neste tipo de comportamento, com recurso à difamação e ao insulto. Mas, se for esse o caminho escolhido, deixamos desde já claro que o Movimento Independente Batalha é de Todos não dará resposta a esse tipo de campanha e continuará a apresentar as melhores ideias, o melhor programa e os melhores candidatos para mudar uma certa forma de fazer política de que a Batalha não gostou nos últimos anos”.

Batalha no Coração ataca “Batalha é de Todos”

Numa “Reflexão” publicada no dia 13 de agosto, a candidatura CDS/Batalha no Coração critica o movimento Batalha é de Todos. “Onde é que está o cumprimento das promessas eleitorais quer nas autárquicas de 2017, quer nas legislativas de 2019, na defesa das freguesias e do concelho da Batalha, assim como, do distrito?”, pergunta a lista liderada por Horácio Moita Francisco.

“Veja-se, nas autárquicas de 2017, entre outras, na freguesia da Golpilheira foi feita a promessa pelos eleitos do PS, que se ganhassem a junta abririam o Centro de Saúde. Ironia do destino, ganharam e o mesmo não foi aberto, pese embora terem um governo PS, que tem um secretário de Estado da Saúde de Leiria, que foi eleito deputado e pertence ou pertencia à federação distrital do PS e o atual cabeça de lista falso independente, que é deputado do PS”, refere o documento.

“Pergunta-se: o que fizeram até hoje, quer pelo concelho da Batalha, quer pelo distrito? Onde está o cumprimento das suas promessas eleitorais, nomeadamente quanto ao nó de acesso do IC9 em São Mamede, inscrito inicialmente no PRR, e depois retirado? Qual foi a sua intervenção? E a construção da Estação de Tratamento de Efluentes Suinícolas (ETES), que quer durante os seus três mandatos como presidente da câmara de Leiria, e agora como deputado ainda não resolveram? E a questão da linha do Oeste, a Base Aérea de Monte Real, a passagem do Instituto Politécnico de Leiria a Universidade? Convém relembrar que estes independentes que foram eleitos pelo CDS, que lhes deu a mão de 1989 a 2001”, adianta a “Reflexão” da lista CDS/Batalha no Coração.

Iniciativa Liberal preocupada com a igualdade

“A plena equivalência entre homens e mulheres é ainda uma miragem um pouco por todo o mundo, em Portugal, e concretamente no Concelho da Batalha”, afirma uma nota da Iniciativa Liberal, publicada no dia 26 de agosto.

“Em 2019, no universo dos trabalhadores por conta de outrem do Concelho da Batalha, os homens ganhavam em média, por mês, 1.213 euros e as mulheres 917 euros? Uma diferença de 296 euros! E sabia que esta diferença se agravou em mais 89 euros se compararmos com 2009?”, pergunta a candidatura liderada por Dário Florindo.

“No concelho da Batalha o desemprego atinge sobretudo as mulheres? Por cada 100 ativos há 6,8 homens desempregados e 9 mulheres desempregadas”, adianta, perguntando de seguida: “E que condições a comunidade batalhense garante às mulheres que pretendem ter filhos? Temos vagas suficientes em berçários? Sendo que o principal sector empregador no concelho da Batalha é o sector industrial (26,8%), onde se trabalha por turnos, não faria sentido alargar os horários dos berçários, creches, pré-escolar e ATL?”.

 

Outras candidaturas

As candidaturas dos partidos Chega (candidata Sara Santos) e CDU (José Valentim), além da suas ações, não divulgaram documentos/informação relacionados com a campanha, que tenham chegado ao conhecimento do Jornal da Batalha, além daqueles que publicamos nas páginas seguintes e refletem os respetivos programas eleitorais.

 

 

 


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