João Ramos

Fisioterapeuta

Síndrome do desfiladeiro torácico

O desfiladeiro torácico consiste em dois espaços anatómicos: 1. Espaço do triângulo interescaleno: compreende o espaço entre os músculos escalenos (anterior e posteriormente) e pela primeira costela (inferiormente); 2. Espaço costoclavicular: delimitado pela metade interna da clavícula (superiormente), pela primeira costela (inferiormente), pelo ligamento costoclavicular e pelo músculo escaleno posterior (posteriormente).

O termo síndrome do desfiladeiro torácico foi utilizado pela primeira vez por Peet et al, em 1956, e descreve um quadro clínico atribuído à compressão do plexo braquial, artéria e veia subclávias na região designada desfiladeiro torácico. Desta compressão resultam sintomas na extremidade superior (braço, antebraço e mão).

Outras condições como a síndrome postural, traumatismos da coluna cervical, fraturas das costelas ou omoplatas aumentam o risco de síndrome do desfiladeiro torácico.

A incidência desta disfunção varia de três a oitenta casos por mil habitantes, predominando em mulheres entre os vinte e os cinquenta anos.

No que respeita à apresentação clínica, a síndrome do desfiladeiro torácico carateriza-se pela diversidade de sintomas neurológicos, venosos e arteriais, consoante as estruturas neurovasculares afetadas. Existe dor que se inicia no pescoço, e pode irradiar para o ombro, braço ou mão. Paralelamente à dor é muito comum a sensação de formigueiro principalmente ao nível dos dedos anelar e mínimo.

Os défices de força e a atrofia muscular distribuem-se por toda a mão, o que leva a défice de motricidade fina. Devido à compressão vascular pode existir o sintoma de mãos frias, frequentemente.

O diagnóstico clínico é complexo, dada a multiplicidade de sinais e sintomas neurológicos e vasculares acima citados, o que poderá levar a subdiagnóstico da mesma.

O prognóstico da disfunção bem como todo o processo de raciocínio clínico deverá passar por um médico especialista que encaminhará para o tratamento mais específico para o seu caso.

A maioria dos pacientes com uma síndrome do desfiladeiro torácico responde bem a um tratamento adequado de fisioterapia, em caso de dúvida, procure a opinião de um fisioterapeuta.

 


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