Região perde 9,1 milhões para combater poluição pecuária

O presidente da Câmara da Batalha lamentou esta quarta-feira, 27, que o ano termine “com a notícia da incapacidade” da Associação de Suinicultores de Leiria (ASL) para apresentar uma candidatura à construção da Estação de Tratamento de Efluentes Suinícolas do Lis (ETES Lis).

Paulo Batista Santos, também vice-presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, refere na sua página no Facebook que “o ano de 2017 termina com a notícia da incapacidade da ASL em congregar os meios financeiros necessários para realizar o projeto da ETES Lis”.

“Perdemos fundos comunitários [9,1 milhões de euros] e persiste um grave problema ambiental na região de Leiria”, adianta o autarca, entendendo que “a questão não pode, nem deve ser esquecida: devemos exigir responsabilidades e sobretudo reclamar soluções. Tal como foi afirmado pelo Governo, "o problema da poluição das suiniculturas em Leiria tem de mudar!"

O secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, defendeu a 30 de novembro, na Batalha, que o problema da poluição suinícola na região de Leiria "tem de começar a mudar hoje", mostrando "esperança" na construção da ETES Lis. Os ministérios do Ambiente e da Agricultura estavam "muito esperançados” que viesse a ocorrer a candidatura à construção da ETES do Lis, cujo prazo termina no final deste ano.

O governante criticou a morosidade do projeto que, em 2014, garantiu um apoio de 9,1 milhões de euros de fundos nacionais e comunitários [agora definitivamente perdidos], mas que sofreu sucessivos adiamentos por falta de modelo de financiamento da parte dos suinicultores.

"Se não há solução, temos de passar à frente. A alternativa é o tratamento dos efluentes de forma individual, com mais custos. A partir daí, quem não cumprir as regras ambientais encerra o negócio, é punido ou assume uma despesa muito maior da solução individual", destacou Paulo Batista Santos.

"Não tenho dúvidas que se adivinha o encerramento de empresas. Se a ETES não for realizada, seguramente mais de 50% das suiniculturas não tem condições de sobrevivência", considerou o autarca, concluindo: “Há uma linha vermelha traçada até ao fim de 2017. O que temos sofrido na região de Leiria com o passivo de direito à natureza e poluição das linhas de água não é possível nem aceitável”.


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