Raul Castro e António Lucas lideram candidatura independente

Os antigos presidentes do município Raul Castro e António Lucas devem ser os principais rostos de uma “candidatura independente” às eleições autárquicas de outubro no Concelho da Batalha, noticiaram no dia 11 de fevereiro os dois semanários publicados em Leiria.

O “Movimento Independente” não está formalizado, mas “deverá contar com o apoio do PS e do CDS-PP”, devendo Raul Castro “liderar a equipa candidata à câmara, enquanto António Lucas avançará para a assembleia municipal”, segundo explica o Jornal de Leiria.

O semanário adianta que o atual presidente do município, Paulo Batista Santos, “é um dos nomes referenciados como hipótese para cabeça-de-lista dos sociais-democratas em Leiria” - hipótese entretanto descartada pelo autarca.

O jornal Região de Leiria adianta que, “neste momento, está em curso o processo de consolidação da plataforma que sustenta a candidatura” dos dois antigos autarcas da Batalha, “que deverá traduzir-se num movimento independente”.

“A candidatura, que tem mantido contacto com estruturas partidárias locais, deverá contar com figuras relevantes do universo político concelhio e pretende alicerçar-se numa plataforma política abrangente”, refere.

“No outono passado surgiram as primeiras notícias a dar conta da possibilidade de Raul Castro avançar com uma candidatura nas eleições autárquicas, a disputar em setembro ou outubro deste ano”, adianta o Região de Leiria.

Em novembro de 2020, em entrevista a este semanário, o deputado e ex-autarca não poupou críticas à liderança de Paulo Batista Santos e não descartou a possibilidade de se candidatar à Câmara da Batalha, autarquia que liderou entre 1989 e 1997.

Entretanto, em declarações ao Jornal de Leiria, Paulo Batista Santos afirmou que quer “muito continuar a exercer a função de autarca” e que está “convicto do papel importante” que tem a desempenhar no concelho.

“A candidatura independente é um mito. Será uma candidatura do PS liderada por Raul Castro, à qual estão a procurar dar rostos para lhe conferir uma amplitude de independência. É uma novidade interessante este regresso de um autarca que esteve aqui há 30 anos, passou por Leiria, está agora no Parlamento e quer regressar à Batalha”, adiantou.

O PSD da Batalha já convidou o atual presidente a recandidatar-se. “É um convite que me honra muito, gosto muito de ser autarca, tenho muita honra em ser presidente da Câmara da Batalha”, afirma Paulo Batista Santos ao Região de Leiria, adiantando: “fico muito honrado e vou seriamente ponderar o assunto, mas a nossa concentração máxima é procurar fazer o nosso melhor nesta fase [da pandemia]”.

Ainda no dia 11 de fevereiro, o presidente do Município da Batalha emitiu uma “nota de esclarecimento” sobre “a possibilidade de existir uma candidatura [sua] ao concelho vizinho de Leiria, um tema ultimamente recorrente e que apenas poderá servir para criar a dúvida junto das populações”.

“Jamais confundiria os interesses do município com objetivos de natureza pessoal ou políticos, numa visão da mera luta do poder pelo poder, infelizmente bastante usual nos tempos atuais”, refere Paulo Batista Santos, adiantando que “o tempo que vivemos não se compadece com hesitações, “joguetes” políticos ou meras ambições pessoais”.

“Tal como comunicado aos meus parceiros de partido em outubro de 2020, a minha decisão de candidatura a funções autárquicas apenas é possível no Concelho da Batalha, por ser a minha terra, onde resido e vivo desde sempre com a minha família, mas sobretudo local onde me sinto realizado a cumprir as funções de presidente da câmara municipal”, adianta o autarca.

“A decisão final está tomada e sem hesitações, aguardo com tranquilidade e humildade necessárias a evolução das decisões das cúpulas do Partido Social Democrata, embora reafirme que o Município da Batalha não pode ser um constante “trampolim” político, pelo que só aceitarei ser candidato no meu concelho”, conclui.

Os ex-autarcas da Batalha Raul Castro e António Lucas ainda não reagiram a estas notícias.

“Serei candidato a presidente

da Câmara da Batalha, que é a minha terra”

“Serei candidato a presidente da Câmara da Batalha, que é a minha terra, onde nasci, onde vivo com a minha família”, anunciou no dia 11 de fevereiro, à noite, num comunicado em vídeo o atual presidente do Município da Batalha, Paulo Batista Santos.

A recandidatura do autarca ao cargo nas próximas eleições autárquicas de outubro de 2021, foi anunciada no mesmo dia em que se conheceu a existência de um “Movimento independente” de ex-autarcas que também pretende concorrer.

“Notícias nestes dias dão conta da minha possibilidade de candidatura à Câmara de Leiria. Quero esclarecer que essa hipótese nunca se colocou na minha mente ou sequer esteve na minha lista de preocupações, afirma Paulo Batista Santos, no vídeo que publicou.

“Serei candidato a presidente da Câmara da Batalha, que é a minha terra, onde nasci, onde vivo com a minha família e onde nesta fase mais difícil me mobiliza muito com os nossos concidadãos ultrapassar a pandemia”, acrescenta.

Já no final do vídeo, o atual presidente da autarquia frisa: “Estou disponível para continuar a trabalhar”.

Na manhã de dia 11 de fevereiro, numa “Nota de esclarecimento”, tinha afirmado que “a decisão final estava tomada e sem hesitações” e que aguardava “com a tranquilidade e humildade necessárias a evolução das decisões das cúpulas do Partido Social Democrata”, salientando que “o Município da Batalha não pode ser um constante “trampolim” político”, pelo que só aceitaria “ser candidato no Concelho da Batalha”.

Dois novos candidatos às

freguesias do concelho pelo PSD

O PSD da Batalha revelou no dia 2 de fevereiro que apresentou aos órgãos distritais do partido “a indicação das candidaturas” às freguesias do Concelho da Batalha, cuja lista integra “os independentes” Carlos Fiúza, para a freguesia do Reguengo do Fetal, e Rosa Abraúl, candidata ao cargo que já desempenha na Batalha.

Marco Vieira, empresário da restauração foi o indicado para a freguesia de São Mamede, cuja autarquia lidera, e o empresário Cesário Santos, foi o escolhido para a freguesia da Golpilheira.

“O PSD da Batalha apresentou o convite à recandidatura do atual presidente da câmara municipal, Paulo Batista Santos, a quem reconhece competências e determinação para liderar a gestão autárquica num período muito exigente para as famílias e empresas locais”, refere a estrutura partidária em comunicado. Segundo o PSD da local, “o Município da Batalha tem sido uma referência de boa gestão financeira, conhecido por vários projetos inovadores e marca de um território solidário, coeso e sustentável em termos de qualidade de vida”.

Tendo como slogan #somosbatalha, o PSD da Batalha “aposta no envolvimento dos cidadãos no projeto de governação para o próximo mandato 2021-2025, cujo programa de ação está a ser desenvolvido por uma comissão independente e alargada de várias personalidades locais”.

“A participação e colaboração destas personalidades locais contribuem para a credibilização da atividade pública, bem assim são um sinal claro de abertura dos partidos que é essencial para aproximar os cidadãos da atividade política”, considera o presidente eleito do PSD da Batalha, André Loureiro.

“As pessoas exigem que a política do poder pelo poder, da mera ambição pessoal, não conheça caminho no Concelho da Batalha e ofereça dirigentes focados nas questões locais e disponibilidade total para servir os cidadãos”, conclui.

Ato eleitoral poderá ser

adiado devido à pandemia

O PSD avançou no dia 12 de fevereiro com um projeto de lei para adiar as eleições autárquicas por 60 dias, para datas para o período entre 22 de novembro e 14 de dezembro.

O PS mostra-se contra o adiamento e para o PCP é ainda cedo para falar do adiamento das eleições autárquicas.

O CDS, por sua vez, disse estar “sensível” ao tema, reiterando que “irá acompanhar com atenção a evolução da situação pandémica e do processo de vacinação nos próximos meses”.

Por outro lado, o PAN propôs algumas alterações ao processo, nomeadamente que as eleições autárquicas se realizem em dois dias: um sábado e um domingo.

A Iniciativa Liberal reitera que ainda é cedo, com o líder a apontar que tem “dificuldade” em perceber a ideia do adiamento das eleições autárquicas com oito meses de antecedência.

Já o líder do Chega adiantou que o partido não se opõe ao adiamento das autárquicas, mas questiona “qual é o estudo que mostra que em dezembro vamos estar numa situação melhor do que em setembro/outubro“.

O Bloco de Esquerda está a pensar sobre o assunto.


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