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Notícias dos Combatentes

Quem não tem cão…

A má localização do Núcleo de Combatentes da Batalha, associada à exiguidade das suas instalações, começaram a causar, há cerca de 20 anos, uma quebra contínua no número de associados que, por não terem condições de acesso, nem para aqui conviverem, foram deixando de pagar quotas. Daí resultou que, em 10 anos, perdemos mais de 100, reduzindo de cerca de 300, em1995, para menos de 200, em 2005.

Os órgãos sociais que, nesse ano, tomaram posse para o triénio seguinte, tinham de fazer alguma coisa para inverter este ciclo alarmante e a primeira medida foi tentar encontrar um outro espaço na vila, mais amplo e acessível, para onde a sede pudesse ser transferida.

Não tardaram a reconhecer que a tarefa não iria ser fácil nem rápida, porque a oferta era escassa e os custos extravasavam largamente os meios existentes, pelo que só o conseguiriam com ajuda externa, hipótese que, desde então (e até hoje…), se vem revelando infrutífera.

Neste contexto negativo, havia que ser encontrada, com rapidez, outra alternativa, pelo menos para estancar a “sangria” e até inverter tal ciclo, e a via encontrada, embora arriscada, começou a dar alguns dividendos: decidimos apostar em eventos externos, incluindo passeios atrativos de autocarro, que começaram a ter a adesão suficiente para não causarem prejuízos ao núcleo.

No primeiro ano (2006) organizámos duas saídas, embora apenas de um só dia, mas em 2009 já fomos até cinco, e com suas delas de dois dias. Isto, a par de outras iniciativas de âmbito mais lúdico, começou, não só, a devolver-nos muitos dos sócios que haviam deixado de pagar quotas, como também a trazer-nos outros novos, ao ponto de hoje, pese o facto de vir aumentando o número de óbitos, estarmos prestes a ter 400 sócios inscritos, o que é uma boa recompensa para todos os esforços que temos desenvolvido e riscos que temos corrido.

É claro que apenas isto não resolve o problema de fundo e, em certa medida, até tem efeitos perversos, em particular quando se trata de passeios com mais de um dia, pois tal modalidade só está ao alcance dos mais abonados, enquanto continuam vedados aos economicamente mais débeis, a quem restaria o tal convívio, com os amigos e camaradas, numa sede digna desse nome que, infelizmente, não lhes poderemos proporcionar, por não depender apenas de nós. E quem, eventualmente, nos poderia ajudar, parece ter sempre outros interesses mais prementes que os dos combatentes, como se, o que só eles deram à Pátria, fosse algo de obscuro, se não mesmo criminoso, só nos resta aguardar por melhores dias.

Mas, enfim, isto são contas de outro rosário e o que agora interessa destacar é que, apesar de tantas vicissitudes, hoje continuamos vivos e bem vivos, não só por estarmos a atingir um número de associados quase inimaginável há uma dúzia de anos, como estamos também envolvidos em cada vez mais eventos, de cariz diverso. Por exemplo, anote-se o que vai ocorrer no próximo mês de Novembro:

Dia 02 – Cerimónia militar, com deposição de flores, no cemitério da Batalha, de homenagem aos combatentes já falecidos, seguida de uma romagem a três locais do nosso concelho e a dois do concelho de Porto de Mós, igualmente com deposição de flores.

Dia 04 – Cerimónia nacional em Lisboa (Belém), presidida pelo Senhor Presidente da República, comemorativa do centenário da assinatura do armistício (1ªGG), onde o núcleo se fará representar ao mais alto nível.

Dia 09 – 3º e último colóquio, no auditório do mosteiro, do ciclo de sete eventos relativos ao centenário da 1ªGG, levados a cabo em parceria com a direção daquele monumento e da câmara municipal.

Dia 10 – Concerto, na igreja do mosteiro, a levar a cabo pela Banda Sinfónica da Força Aérea Portuguesa (Outra organização em parceria com a direção daquele monumento e da câmara municipal).

Dia 12 – Cerimónia militar, com deposição de flores, na Sala do Capítulo do mosteiro e de homenagem ao “Soldado Desconhecido”, comemorativa do centenário da assinatura do armistício (1ªGG).

Dia 16 – Comemoração do dia de S. Martinho, na coletividade de Casal do Marra, com a atuação do coro do núcleo e do duo musical “Vir’O Baile” (Exclusivo para convidados e sócios do núcleo).

Dia 20 – Excursão a Ovar (AM1, Pólo do Museu do Ar), Esmoriz e Válegas, aqui para visita à deslumbrante igreja de Nª Srª do Amparo, ímpar em Portugal, se não mesmo no mundo.

Caramba! Sete eventos num mês ainda é obra, para quem já devia estar moribundo!

 


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