“Precisamos de reforçar o volume de investimento na promoção”

O presidente da Turismo Centro de Portugal, Pedro Machado, destacou no dia 17 de novembro, em Fátima, na sessão de abertura do 33º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo, “o importante papel das regiões na procura de soluções para os grandes desafios colocados à atividade turística”.

“As regiões desempenham um trabalho importantíssimo na estruturação de novos produtos turísticos, que aumentam a diversidade da oferta Portugal. Em 2006, lançámos 10 produtos estratégicos; hoje, Portugal posiciona-se internacionalmente com 22 produtos turísticos, que fazem de Portugal não só o melhor destino europeu, como tem sido reconhecido, mas representam uma atratividade para a qual continuaremos a trabalhar”, sublinhou Pedro Machado.

“Eventualmente, precisamos de reforçar o volume de investimento da nossa promoção, sobretudo internacional, e precisamos de reforçar também e cuidar do nosso mercado interno, absolutamente estruturante no caso da região Centro de Portugal”, acrescentou.

Outras respostas para os desafios atuais passam, segundo Pedro Machado, por “restaurar a confiança dos viajantes, em particular dos internacionais”, “apoiar a consolidação das empresas”, apostar “nas bases de um turismo cada vez mais sustentável” e adequar a atividade turística “ao inverno demográfico que está a acontecer no mundo e à agenda das alterações climáticas, fazendo com que o turismo nas regiões e no nosso país continue a ser cada vez mais atrativo e competitivo”. “São estes grandes desafios que este Congresso também tem pela frente. Importa que saiam daqui grandes conclusões, que reforcem a posição de Portugal na Europa e no Mundo”, concluiu Pedro Machado.

Também na sessão de abertura, o ministro da Economia, António Costa Silva, anunciou um programa no valor de 50 milhões de euros para ajudar as empresas do turismo a reabilitarem ativos imobiliários. “Este anúncio vai sair hoje e será bastante importante para as empresas”, disse.

António Costa Silva realçou ainda que o próximo ano será marcado pela “resiliência da economia portuguesa, em particular do turismo”. “Tenho esperança de que 2023 seja um ano ainda de resiliência da economia portuguesa, em particular do turismo. Com abrandamento, mas continuaremos a crescer. Apesar da guerra na Ucrânia, da subida das matérias-primas e da Europa enfrentar a pior crise energética da sua história, a previsão para a economia portuguesa é a de crescer 6,5% este ano”, afirmou.

O Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo, organizado pela Associação da Hotelaria de Portugal, com o apoio da Turismo Centro de Portugal reuniu 44 oradores e moderadores, nacionais e internacionais, e centenas de participantes para partilhar e debater ideias, tendências, estratégias e experiências, com um programa feito por profissionais para profissionais do sector.

 


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