Peça a Peça, o Museu Etnográfico da Alta Estremadura

Visitamos hoje uma vitrina que, na primeira e na segunda prateleiras, a contar de cima, contém miniaturas de tear, dobadoiras, rodas de fiar, sarilhos, espadelas, sendeiros, maços, parte destes instrumentos mostrados no seu tamanho natural noutras divisões do museu Na segunda prateleira, vêem-se as sementes de linho e o linho seco, preparado para os trabalhos seguintes, e uma boneca de trapos a fiar, feita por uma senhora da Bidoeira de Cima, Maria dos Moinhos Moreira.

Nas prateleiras seguintes estão brinquedos de barro, de lata, de cana, de madeira e de trapos como é o caso do boneco a tocar flauta.

Há ali piões, cartaxos, pífaros, flautas, músicos de barro, miniaturas de berço, de triciclo, da pedra escolar. Cornetas, mealheiros, fisga, rela, flautas de Pan. Enfim, todos aqueles brinquedos dos meninos de há muitos anos atrás que, nos meios rurais, eram tantas vezes feitos pelas próprias crianças. Alguns eram comprados sobretudo nas feiras anuais de Leiria, que então se realizava em Março e agora em Maio e de Santa Maria de Agosto na Batalha, instituída nos finais do século XV, quando se começavam as obras do Mosteiro, pelo Rei D. João I.

Numa das prateleiras está exposto o livro do Professor Mário Neto sobre os brinquedos da nossa região, a que me referi no número anterior.


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