Pandemia retira ao Mosteiro da Batalha liderança em visitantes

Os museus, monumentos e palácios nacionais registaram uma quebra de 73,1% de visitantes em 2020, notando-se no Mosteiro da Batalha uma descida de 2,79% acima da média nacional em relação a 2019, revelou Direção-Geral do Património Cultural (DGPC).

Os dados divulgados pela DGPC indicam que o conjunto de 25 museus, monumentos e palácios tutelados recebeu um total de 1.295.528 visitantes no ano passado, face aos 4.817.927 visitantes de 2019, descida que revela o impacto da pandemia de Covid-19.

No ano passado, 5.101 pessoas visitaram, em média, diariamente, os museus, monumentos e palácios nacionais, quando, em 2019, esse número foi de 15.745 entradas diárias.

No ano passado, o Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, liderou os mais visitados, com 234.007, seguindo-se o Palácio Nacional de Mafra com 129.995 entradas, a Torre de Belém, também na capital, com 128.785, o Convento de Cristo, em Tomar, com 113.783 visitantes e o Mosteiro da Batalha com 100.427.

Seguiram-se o Museu Nacional de Arqueologia, também em Lisboa, com 74.646 visitantes, o Mosteiro de Alcobaça, com 67.026, o Museu Nacional Resistência e Liberdade, em Peniche, com 61.869, o Museu Nacional de Arte Antiga, igualmente na capital, com 58.052 e o Museu Nacional do Azulejo, também em Lisboa, com 49.635.

A evolução do número de visitantes começou por registar uma subida no início deste ano, em janeiro e fevereiro, respetivamente, com um aumento de 5,6% em janeiro, num total de 259.662 entradas no conjunto dos espaços tutelados e aumento de 6,6% em fevereiro, com um total de 289.169.

No entanto, com a pandemia, e a determinação do Estado de Emergência no país e o consequente encerramento dos 17 museus, dois palácios e seis monumentos, março já registou uma quebra de 74,8% (96.016 entradas.

Com os espaços encerrados, em abril registaram-se zero entradas, enquanto no ano anterior, no mesmo mês, as visitas ascenderam a 466.448.

Após a reabertura, a 18 de maio - Dia Internacional dos Museus - o impacto negativo continuou a fazer-se sentir, com uma quebra de 97,6%, e um total de 12.407 visitantes até ao final desse mês.

Em junho, com a reabertura em pleno, essa descida atenuou-se para 89,1%, tendo esse mês registado um total de 47.227 entradas.

Ainda segundo a DGPC, esta quebra de 89,1% em junho representa ainda uma descida de quase 70% nos visitantes estrangeiros, que têm um peso significativo em muitos museus nacionais, sobretudo em Lisboa (Agência Lusa).

 


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