Catarina Gonçalves

Catarina Gonçalves Médica Interna na USF Condestável (Batalha)

Osteoporose: sintomas, tratamento e prevenção

A osteoporose é uma doença metabólica do esqueleto, que se caracteriza por diminuição da massa óssea, conduzindo, consequentemente, ao aumento do risco de fratura. É uma doença “silenciosa”, pois não apresenta quaisquer sintomas até ao momento de ocorrência de fratura óssea.

Trata-se de uma doença com elevada prevalência e graves consequências, com grande impacto na qualidade de vida do doente e elevados custos económicos e sociais associados.

As fraturas osteoporóticas ocorrem espontaneamente ou após um traumatismo menor, podendo resultar em dor intensa, incapacidade significativa, perda de autonomia e depressão. Os locais de fratura mais comuns são: as vértebras, a anca, o braço e o punho.

Apesar desta patologia ser mais frequente nas mulheres pós-menopáusicas e idosos (com mais de 65 anos), existem fatores de risco que aumentam a probabilidade de osteoporose. Entre eles destacam-se fatores modificáveis, relacionados com estilos de vida, tais como: dieta pobre em cálcio, consumo excessivo de álcool, tabagismo, vida sedentária, algumas doenças (p.ex. hipertiroidismo), determinados fármacos (p.ex. corticóides), imobilização prolongada e menopausa precoce. Existem ainda fatores não modificáveis: sexo feminino, idade superior a 65 anos, raça caucasiana ou asiática, história familiar de fratura, pequena estatura, magreza excessiva.

O diagnóstico de osteoporose é feito através da avaliação da densidade mineral óssea, medida por densitometria óssea.

Atualmente, estão disponíveis vários fármacos para o tratamento da osteoporose. Cabe ao médico decidir qual a terapêutica mais adequada, tendo em conta a gravidade da doença, existência de fraturas prévias e de outras doenças e/ou medicação que possam interferir no tratamento.

A prevenção da osteoporose tem como objetivo a tentativa de correção precoce dos fatores de risco modificáveis. É fundamental a adoção de uma dieta equilibrada com ingestão adequada de produtos ricos em cálcio (leite e seus derivados) e em vitamina D (peixes como salmão e sardinha, ovos).

Deve ser incentivada a exposição solar diária (face, braços e mãos), de modo a estimular a produção de vitamina D. É essencial a prática de exercício físico regular, assim como a cessação tabágica e o consumo de álcool com moderação.

A avaliação e prevenção do risco de queda no idoso é tão ou mais importante que a terapêutica farmacológica. É necessária a otimização da acuidade visual e auditiva, evicção de medicação sedativa, uso de calçado ajustado e aderente, remoção de obstáculos (como tapetes), uso de auxiliares de marcha, entre outras medidas.


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