Ordenados aumentaram 688 euros em três décadas no concelho

Um dos fatores decisivos para o crescimento da economia no distrito de Leiria foi o aumento das exportações. Os dados estatísticos da Pordata analisados (1993-2019) indicam que o aumento foi superior a 1,832 mil milhões de euros e o contributo do município da Batalha foi de 43 milhões.

O concelho passou de 18 milhões de euros de vendas de mercadorias nos mercados externos para 61 milhões no ano passado. Trata-se de uma subida de 243,1%, o que corresponde à sétima posição distrital entre os municípios que exportaram mais de 50 milhões de euros no ano passado.

No que respeita à balança comercial, o concelho passou de um resultado em que o valor das exportações cobria o das importações (taxa de cobertura de 138,8% em 1993) para um resultado negativo no ano passado (70,2%).

O município da Marinha Grande foi o que mais cresceu em volume de exportações no período em análise (576 milhões de euros), seguindo-se Leiria (505 milhões) e Pombal (166 milhões). O concelho da Batalha assegura a nona posição nesta tabela, à frente dos cinco concelhos do norte do distrito, de Óbidos e da Nazaré.

Os concelhos de Pombal (864%) e Leiria (651%) asseguram, respetivamente, os segundo e terceiro lugar em crescimento percentual. O líder é o Bombarral (3.229%), mas o seu contributo em termos absolutos (uma subida de 62 milhões) é muito inferior ao dos outros dois municípios. Acima dos 100 milhões de euros, o quarto que mais cresceu percentualmente foi Porto de Mós (545%).

Considerando os concelhos que exportaram mais de 60 milhões de euros no ano passado, os melhores resultados da balança comercial foram alcançados pelo Bombarral, que evoluiu de uma taxa de cobertura de 68% para 310%, Marinha Grande (455% para 261%) e Porto de Mós (76% para 250%).

Globalmente, a média de crescimento das exportações do distrito foi de 420% entre 1993 e 2019 e a taxa de cobertura das compras pelas vendas de mercadorias no exterior foi de 132% no primeiro ano, crescendo um ponto último ano.

 

Poder de compra

Em 2017, apenas os habitantes do concelho de Leiria apresentavam um poder de compra superior à média do país (103,4%). No caso da Batalha, o valor (84,8%) representa um decréscimo de 3,7 pontos percentuais (p.p.) em relação a 1993, segundo os dados da Pordata. A Nazaré (-2 p.p.), Caldas da Rainha (-12,6 p.p.) e a Marinha Grande (-14,3 p.p.) são os outros municípios em que se registou uma perda do poder de compra dos habitantes.

A tabela do crescimento do poder de compra é liderada pelos municípios do norte do distrito e Óbidos, mas a base de partida é muito baixa, menos de 50% da média nacional. O poder de compra médio dos habitantes do distrito era de 70%, tendo evoluído para 81%; ou seja mais 11,5% p.p. Em termos absolutos, a Batalha apresenta melhores resultados, o que já não acontece em termos evolutivos.

No que respeita ao ordenado médio, por mês (com horas extra, subsídios ou prémios), os habitantes do concelho conseguem melhores resultados. Na verdade, o concelho estava em 2018 na quarta posição (média de 1.011 euros), apenas atrás da Marinha Grande (1.304), Leiria (1.092) e Porto de Mós (1.055 euros). Todos os restantes municípios apresentam valores inferiores a mil euros.

Em termos absolutos, as estatísticas da Pordata refletem uma subida de 688 euros em média nos ordenados dos trabalhadores da Batalha desde 1991, mantendo-se na liderança Marinha Grande (879), Porto de Mós (734) e Leiria (715 euros).

Se considerarmos o aumento percentual no período em análise, a Batalha sobe à terceira posição (213%) apenas atrás de Porto de Mós (232%) e de Castanheira de Pera (222%) e à frente da Marinha Grande (207%).

Globalmente, o salário médio do distrito evoluiu de 343 euros para 965, um acréscimo de 622 euros (183%). Estes dados significam que o concelho da Batalha passou de uma posição abaixo da média (323 euros em 1991) para um resultado superior em menos de três décadas, seja em valores absolutos ou percentuais.

 

Emprego e contribuições

No distrito de Leiria havia no ano passado 22.010 entidades empregadoras (empresas e instituições) que contribuíam para a Segurança Social, o que traduz uma descida de 1.082 (-4,69%) em relação a 2001.

No caso do município da Batalha a tendência é semelhante, notando-se, ainda assim, uma quebra inferior (2,7%) no período em análise. Passou de 920 entidades empregadoras para 895.

O concelho de Leiria lidera a tabela do ano passado (6.599, menos 124), seguido de Alcobaça (2.619, menos 191) e Pombal (2.463, menos 471). Este concelho foi o que perdeu mais empregadores, seguindo-se Porto de Mós (233) e Alcobaça (191). Apenas Pedrógão Grande, Nazaré, Caldas da Rainha e Óbidos viram aumentar o número de empresas e outras entidades empregadoras e contribuintes da Segurança Social.

No caso dos trabalhadores por conta de outrem com contribuição para a segurança social, eram 6.378 no concelho da batalha no ano passado, mais 655 do que em 2001 (+11%), uma evolução semelhante à média verificada no distrito (12%), que corresponde a um aumento de 18.950 contribuintes, ou seja, um total de 172.852 no ano passado.

O município de Leiria liderava esta lista no ano passado, com 51.608 trabalhadores, à frente de Alcobaça (20.785) e Caldas da Rainha (18.364). Apenas três dos cinco concelhos do norte do distrito registaram uma diminuição do número de trabalhadores contribuintes da Segurança Social.

 

Estudantes e habitação

Este século (2001 a 2018), o concelho da Batalha perdeu 564 estudantes (-20%), que eram 2.199 há dois anos. É uma perda percentual acima da média do distrito (-16%), que apresenta uma diminuição de 13.034 alunos, que eram 69.097 no último ano em análise.

A maioria dos estudantes está matriculada em Leiria (19.498), seguindo-se Caldas da Rainha (9.171) e Pombal (7.859). A Batalha surge na oitava posição entre os 16 municípios do distrito. Apenas o município de Óbidos apresenta um crescimento no número de alunos: 264, uma subida de 22%.

Por outro lado, o número de habitações familiares aumentou 20% no mesmo período, ou seja, mais 1.265, para 7.629. Este crescimento é superior à média distrital (16%), que tinha 218.843 habitações no ano passado, mais 30.450 do que no início do século.

O município de Leiria lidera a tabela, com 47.381 casas (mais 6.562), à frente de Alcobaça, com 27.052 (3.417) e Pombal, com 30.582 (mais 3.359). A Batalha está na décima posição em termos absolutos, mas sobe ao quarto lugar se considerarmos os dados percentuais, atrás de Óbidos (40%), Peniche (31%) e Nazaré (26%).

 

Criminalidade

O município é o nono com menos crimes (contra as pessoas, o património, a vida em sociedade ou o Estado) participados às autoridades policiais, com uma média pouco superior a um caso por dia em 2018, segundo as estatísticas da Pordata. Mas em termos percentuais é o que regista o maior aumento desde 1993 no distrito de Leiria.

A Batalha registou 385 participações de crimes há dois anos, um aumento de 153 (+66%) em relação a 1993, à frente de Castanheira de Pera (39; 63%) e Ansião (82; 60%). Em termos percentuais, o valor está muito acima da média distrital (11%), em que o número de ocorrências aumentou para 12.034 (+1.167).

O concelho de Leiria lidera a criminalidade participada, com 3.198 casos há dois anos, seguindo-se Caldas da Rainha (1.451) e Alcobaça (1.353). A Marinha Grande (-105), Caldas da Rainha (-76), Alvaiázere (-24) e Pedrógão Grande (-11) foram os únicos concelhos em que a criminalidade participada baixou no período em análise.

 

 


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