Obras para proteger o mosteiro da estrada custam 485 mil euros

O monumento conheceu nos últimos anos níveis graves de degradação, situação mais visível na fachada principal

A câmara da Batalha assinalou o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, a 18 de abril, com o lançamento do concurso público da obra de redução do impacto sobre o mosteiro da poluição provocada pelo trânsito no IC2/EN1, no valor de 485,8 mil euros.

A designada “Operação Urbanística de Salvaguarda aos Impactos de Ruído e Poluição sobre o Mosteiro Santa Maria da Vitória”, apoiada através de fundos europeus do Centro 2020, “é “ambicionada há mais de duas décadas” e “consiste na requalificação urbanística e paisagística na frente do mosteiro através da criação de uma barreira acústica que minimizará os impactos ambientais relacionados com a poluição sonora, contribuindo diretamente para a melhorar o ambiente urbano”, refere a câmara em comunicado.

Para o presidente da câmara da Batalha, “a valorização e proteção do mosteiro, património nacional e classificado pela UNESCO, deve ser uma prioridade nacional e representa em termos locais um objetivo estratégico que o município sempre esteve empenhado e disponível para investir recursos”. “Nesta data simbólica, temos a oportunidade de iniciar a concretização de um projeto que irá proteger o mosteiro para as próximas décadas”, adianta Paulo Batista Santos, que agradece “a colaboração da Direção Geral do Património Cultural e da concessionária Infraestruturas de Portugal, sem a qual este projeto não será viável”.

Um estudo realizado pelo Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ), através do Laboratório de Ruído e Vibrações, apurou que as medições de ruído ambiente no monumento revelam valores muito acima dos permitidos por Lei para o local e que se devem integralmente à influência do trânsito na estrada nacional que passa em frente do Mosteiro.

Por essa razão, “o mosteiro conheceu nos últimos anos níveis graves de degradação (situação mais visível na fachada principal, frente à estrada nacional), para o qual tem contribuído o volume excessivo de trânsito de veículos pesados, porque a alternativa criada – a A19 – não cumpre o objetivo que justificou a sua construção, isto é, constituir uma alternativa ao troço da EN1 na zona frontal do mosteiro”, refere o comunicado.


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