Célia Ferreira

A.M.HO. A.Minha.Horta

O segredo do chá está nas plantas e flores

O mês de junho costuma ser um mês já de grandes colheitas, no entanto a inconstância dos tempo nos últimos meses fez grandes alterações no desenvolvimento das nossas plantas.

Quem diria que uma tarde de domingo em junho seria passada com mantas nos joelhos, como nos aconteceu no ultimo domingo cá em casa? Estava chuva na rua, não dava para sair, então nada melhor do que fazer um bolo e passar a tarde no sofá, com uma fatia e um chá bem quentinho.

Muitas pessoas, apesar de conhecerem os benefícios do chá, nem sempre os tomam com a frequência que deveriam. Por cá adotei uma “técnica” que costuma agradar ao palato, até mesmo de quem não aprecia muito chás, que é fazer um chá mais “encorpado”, juntando diversas plantas com propriedades idênticas e juntando aromas florais. De ressalvar que o nome adequado seria infusão e não chá, mas manter-me-ei a utilizar o termo mais comum. Dizem os peritos que o termo chá só se devia usar para a infusão da planta do chá (camellia sinensis), fica apenas a nota.

A última mistura que fiz e gerou sucesso, levou flores de rosas de santa teresinha, flores de borragem e de calêndula. Folhas de salvia-ananas, hortelã-pimenta, hortelã, erva-cidreira, funcho e ainda maçã esmagada para lhe dar doçura. Ficou com um aroma floral e super agradável.

Para os chás uso sempre as plantas frescas, pois se as temos no quintal não é necessário serem secas. A função de secar as plantas do chá, tem a ver com a facilidade de uso e conservação das plantas, mas sabendo do principio de que os nutrientes são mais intensos quanto mais fresca for a planta, nada como aproveitar ao máximo o que a natureza nos dá. Por isso, sugiro que no próximo chá que faça, vá ao quintal e colha umas quantas plantas e aprecie as misturas, pode juntar especiarias, flores e frutas às folhas de plantas para chá.

Hortícolas para semear e/ou plantar ao ar livre: abóboras, acelgas, agriões, aipo, alfaces, Alho Francês, batata doce, beringelas, beterrabas, beldroegas, beterrabas, broculos, cebolinha francesa, cenouras, coentros, couves-flôr, couves-repolho, couve-rábano, courgetes, endivias, espinafres, feijões diversos, malaguetas, melancias, meloas, melões, milho, nabos, Pepinos, pimentos, physalis, salsa, tomates, rabanetes e rúcula.

Jardim, semear e/ou plantar: begónias, calendulas, gipsofilas, goivos, miosótis, prímulas.

Para as plantações no quintal, tenha em atenção as consociações de plantas, pois existem plantas que produzem melhor estando ao pé de outras.

Por exemplo: Batata + feijão em filas alternadas, protege a batata do escaravelho. Couve repolho + aipo, em filas alternadas, repele a lagarta da couve. Melão + cebola, 1 cebola ao pé de cada pé de melão protege do fusário. Cenoura + alho francês, protege a cenoura da mosca. Couves + margaças, repele a mosca branca. Tomate + chagas ou cravos tunicos protege da mosca branca.

No geral todas as aromáticas confundem os pequenos insetos, pelo que devem ser colocadas nas bordaduras da horta, de preferência na zona de onde vêm os ventos, para que as suas essências protejam as nossas culturas, por cá tem funcionado muito bem. Para além disso, a maioria produz infusões fantásticas.

Se soubermos observar e aprender com a natureza, teremos muito a aprender.

Na horta cultivamos alimentos e sentimentos!

Boas colheitas


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