O que quebra um vime, não quebra um feixe

Quanto tempo tem 30 anos. A resposta é impossível. As nossas experiências, a maneira como as vivemos e a forma como as ordenamos na gaveta da importância das coisas é que marcam o compasso da vida. Em Matemática parece fácil – é fazer as contas. Mas em dias de vida, é coisa para filosofia ou fé. Exemplo: um momento eterno pode esfumar-se num ápice, até quando é comum a duas pessoas.

O Jornal da Batalha faz 30 anos – 360 edições publicadas. Em bom rigor 359 porque a força das circunstâncias nos obrigou a fazer em abril-maio uma edição dupla. Não é fácil descrever a importância do trabalho realizado ao longos dos anos pelos profissionalizas que passaram pelo jornal e dos seus colaboradores, com o apoio dos anunciantes e – sobretudo! - dos leitores. Até porque cheguei (apenas) em janeiro de 2014 e quem está por dentro da máquina tem, amiúde, mais dificuldade em perceber a importância das peças que talha e a repercussão que têm na vida das outras pessoas.

Esta é uma edição especial, em que um conjunto de pessoas naturais e/ou residentes no concelho, com cargos públicos ou desconhecidas da praça pública, mais do que analisar tempos passados, propõe caminhos de desenvolvimento para a Batalha.

Não vos quero falar, hoje, da pandemia – até porque nas próximas páginas surge abordada com frequência -, nem da crise que atravessa a Imprensa. Quero, sim, convidar todos a partilhar connosco os desafios que o tempo atual nos impõe, apostando que quem (ou o que) quebra um vime, não quebra um feixe.

Não podemos enfrentar o mundo com outra perspetiva. Não há outro tempo. Este é o tempo certo para vencermos este ano. E os seguintes. Até 2050!

 

 


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