Núcleo de Combatentes da Batalha

Notícias dos Combatentes

O que foi feito em época de confinamento

Enquanto a 29 de maio se comemorava o dia das operações de paz e humanitárias, os que ali serviram a Pátria, conjuntamente com os seus antecessores da Guerra do Ultramar, enfrentavam, e continuam a enfrentar, um risco mortal, que nada tem a ver com guerra ou conflito: o coronavírus.

Grupos diferentes enfrentam diferentes graus de perigo da pandemia, mas, os seniores enfrentam surtos em lares e até nas comunidades em que se inserem e com maior risco de mortalidade. Os combatentes, note-se que mesmo os que serviram nas primeiras operações de paz e humanitárias, estão já a caminho de se tornarem sexagenários, e todos pela sua idade, estão assim entre os mais passíveis de serem atingidos, com maiores ameaças à sua saúde, devido à pandemia.

Muitos desses combatentes enfrentariam, pelo recolhimento que lhes foi imposto, falta de assistência psicológica, médica e social, e, quem sabe?, mesmo a morte, se não fosse a intervenção do Centro de Estudos e Apoio Médico Psicológico e Social, da Liga dos Combatentes, na coordenação e cooperação exaustiva com os seus centros de apoio médico psicológico e social e estes com os diversos núcleos da liga dos combatentes espalhados pelo país.

Todo este trabalho foi orientado a partir do gabinete de crise, criado para o efeito e composto pelo presidente da Liga dos Combatentes, TGEN Chito Rodrigues, pelo coordenador da área psicológica, professor doutor António Correia e pelo coordenador da área social, professor doutor António Evaristo, concomitantemente presidente do Núcleo da Batalha da Liga dos Combatentes

Só para que se tenha uma ideia do trabalho desenvolvido em dois meses, foram acompanhados telefonicamente 5.819 combatentes e seus familiares, efetuados 106 apoios diretos em medicação e bens alimentares; foram reencaminhadas, para outras entidades e instituições, 52 situações; foram prestadas 112 ajudas técnicas; foram emitidas 110 receitas médicas; foram efetuadas 150 publicações nas redes sociais; existiram 56 formações on-line; aconteceram 155 reuniões de equipas técnicas e 413 reuniões e contactos com núcleos via vídeo-conferência, a que se juntam mais 82 reuniões só do CEAMPS. Para além de 426 outros contactos efetuados, foram ainda contactadas 189 instituições e empresas, para angariação de bens alimentares e outros serviços e efetuados 30 relatórios semanais.

De cariz importante, para que o funcionamento acontecesse sem incidentes nem contágios, foram elaborados dois documentos nucleares pela mão do nosso presidente do núcleo da Batalha, nomeadamente o plano de contingência para os trabalhadores da Liga dos Combatentes e a diretiva de retoma de atividade.

O trabalho não aligeirou, apesar do desconfinamento que se vive, e continuamos, como Liga dos Combatentes no geral, a garantir que os nossos sócios tenham todo o apoio que lhes é devido e toda a informação de que necessitam, para que, até à chegada da vacina, possam ter a qualidade de vida que lhes é merecida.

Para que tal aconteça e no cumprimento das regulamentações da Direção Geral da Saúde, para que, os nossos combatentes, como população de risco, continuem ilesos, de saúde e sem contágios, o Núcleo da Batalha continuará encerrado para atendimentos presenciais, a não ser para assuntos que, pela sua peculiaridade, só possam ser tratados presencialmente, mas exclusivamente por marcação, através dos números que foram enviados na última circular aos associados, e avaliada a sua necessidade.

Continuem resguardados, o vírus continua ativo e mata.


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