A Opinião de André Loureiro

Presidente do PSD da Batalha

O que está em causa nas eleições autárquicas de 26 de setembro

Faltam duas semanas para as eleições autárquicas, um período que foi sendo preenchido com a pré-campanha e com a campanha oficial, a partir de dia 12. A 26 de setembro, o que estará em jogo é o futuro do nosso concelho e quais os representantes nas autarquias que melhor estão em condições de corresponder às ambições da população, mas também decidir entre dois caminhos bastantes distintos para a governação local.

Deste modo, muitas questões serão respondidas no dia 26 de setembro. E, previsivelmente, muitas – e importantes – conclusões terão de ser retiradas. É certo que vivemos em tempos estranhos que, por força da pandemia, nem sempre à fácil esclarecer os cidadãos e estes muitas vezes estão alheados da política local, o que também pode condicionar uma perceção mais clara sobre a natureza e motivação de algumas candidaturas, mas tenho a plena convicção que a generalidade das pessoas sabe bem o que estará em causa nestas eleições.

Por um lado, existe um projeto liderado pelo atual presidente da câmara e ao qual tenho a honra de pertencer, que nos últimos anos tem mobilizado vontades e concretizado inúmeros projetos que objetivamente têm ajudado a transformar o nosso território num dos concelhos do país mais dinâmicos e com melhor qualidade de vida.

Dispenso-me de enumerar os diferentes objetivos alcançados, seja em áreas como a educação, saúde, ação social, ambiente, apoio às empresas ou na dinamização da cultura e turismo locais. É certo, há que reconhecê-lo, que este trabalho extravasa muito a ação da câmara municipal e resulta de uma sociedade local empreendedora, solidária e que tem nas atividades económicas e nas instituições locais pessoas empenhadas em fazer o melhor para a nossa terra.

Também sabemos que a atual governação não está isenta de erros e que muito haverá ainda por fazer em vários lugares e domínios estratégicos, como a digitalização do concelho ou a melhoria das redes viárias e de saneamento básico, por exemplo, mas todos sabemos que no essencial os órgãos municipais têm estado à altura dos desafios que se colocam à nossa terra, último dos quais, bastante exigente como foram os últimos 18 meses de pandemia.

Como alternativa principal, surge um projeto que junta alguns autarcas aposentados, conhecidos promotores imobiliários, ex-funcionários da câmara, e certamente outros que vislumbram nesta opção uma possibilidade de emprego e resolver algumas questões pessoais, mas também, há que reconhecê-lo, apoiantes genuínos de uma visão saudosista dos tempos vividos num passado, nem sempre de boas memórias.

E fazendo jus a esses tempos mais longínquos, este dito movimento alternativo alicerçou a sua estratégica num combate sem tréguas de ataque pessoal ao atual presidente da câmara, na maioria das ocasiões a coberto do anonimato e através das redes sociais, e cuja principal critica à sua personalidade é o facto de ser uma pessoa pouco simpática e muito exigente com as pessoas, chegando ao ponto de as afastar!?

Ou seja, nada se afirma sobre alternativas a projetos mobilizadores para a nossa terra, ou sequer se apresenta uma crítica sobre das decisões exigentes tomadas em áreas como a descentralização de competências para o município ou de requalificação de espaços urbanos sensíveis, ou na promoção de um melhor ambiente no rio Lena ou ainda na limitação de pedreiras na zona da Torre, o que confronta alguns interesses instalados.

Em jeito de repto final, a política é uma das mais altas formas de serviço público, porque busca o bem comum, uma eleição não é um concurso de simpatia ou uma oportunidade para fazer uns favores aos amigos. Pelo contrário, nas próximas eleições cabe aos eleitores escolher quem são os protagonistas que melhor podem servir a nossa Comunidade e ajudar a construir um caminho seguro para as pessoas e uma visão estratégica para o futuro da Batalha.

 


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