Núcleo de Combatentes da Batalha

Notícias dos Combatentes

O negacionismo crescente ou a evidência histórico-científica

Tem vindo a assistir-se, um pouco por todo o planeta, a uma crescente negação de factos históricos ou, até, de evidências científicas, como é o caso do vandalismo a que têm sido sujeitas estátuas dos descobridores do “Novo Mundo”, de grandes estadistas, de monumentos; tudo isto a par com o aparecimento de grupos “anti” tudo e mais alguma coisa. Anti-vacinas, Anti-democracia, Anti-pesca, Anti-touradas, Anti-globalização, etc. A lista é extensa.

São também conhecidas as tentativas de reinterpretar a história relativa ao Holocausto Judeu, escondendo-o ou tentando justificá-lo, menosprezando o número de vítimas e chegando-se, inclusive, ao ponto de negar a sua existência. Nunca será possível determinar o número exato das vítimas dos nazis e quando se aponta o número de seis milhões trata-se sempre de uma estimativa aceite pelos principais centros de documentação do Holocausto.  Porém, a realidade, o facto, a evidência histórica é que, ao longo dos anos, várias estimativas foram feitas e todas se aproximam deste número.

A 4 de Junho de 1989, na China, em Pequim, ao redor e na praça Tiananmen, as autoridades chinesas decidem terminar um protesto que já durava quase há um mês, em que milhares de estudantes e outros cidadãos protestavam contra a repressão a que estavam sujeitas pelo regime comunista chinês. Naquele dia, soldados e polícias chineses (estima-se cerca de 250 000) invadiram todos os locais onde houvesse pessoas a protestar (no que ficou conhecido como o massacre da Praça Tiananmen), disparando contra a multidão. Embora milhares de manifestantes simplesmente tenham tentado escapar, outros lutaram, apedrejando tropas, polícias e incendiando veículos militares. Repórteres e diplomatas ocidentais presentes naqueles locais naquele dia, estimaram que centenas a milhares de manifestantes foram mortos no Massacre da Praça Tiananmen e cerca de 10.000 foram presos. Eis que, um partido político português, com responsabilidades parlamentares, decide branquear este acontecimento escrevendo um artigo no seu jornal intitulado “A farsa de Tiananmen”, onde declara que “O suposto massacre de Tiananmen nunca ocorreu…”. Só podemos estar perante outro desvario negacionista. Mais uma vez é difícil de estimar o número de mortos e de presos, mas a evidência histórica é irrefutável.

Recentemente, numa altura em que o mundo inteiro está a braços com uma pandemia provocada pelo vírus da SARS Cov2, ainda longe de ser controlada, e em que, um passo de gigante para o conseguir é a vacinação em massa de toda a população, eis que emergem das trevas, de onde nunca deviam sair, inúmeros grupos anti-vacina, a bradar contra os danos provocados por estas. Não porque tenha sido cientificamente provado que estas tragam malefícios para a saúde humana (antes pelo contrário), mas porque não nos podemos tornar escravos da agenda de domínio mundial das farmacêuticas (?). No entanto, o que a comunidade científica estudou e determinou, é que, para o bem da comunidade, os benefícios da toma da vacina contra a SARS Cov-2, ultrapassam, em muito, qualquer efeito secundário que eventualmente alguém possa vir a ter.

É certo que, ao longo de séculos, a dicotomia ciência versus senso comum, sempre existiu e épocas houve em que um deles se tentou sobrepor ao outro, quase lançando o mundo nas trevas, até que se fez luz. Estas tentativas de reescrever a história com os olhos de hoje estão a raiar o retrocesso civilizacional neste planeta criado por Deus. Ou foi o Big Bang?

Desejamos que continuem a zelar pela vossa saúde e se resguardem. Não facilitem!

 


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