Município da Batalha - Museu da Comunidade Concelhia da Batalha

Espaço do Museu

O museu dos sentidos: tocar

“Eu fiquei fascinado com este museu. Nunca tinha tirado as mãos dos bolsos num museu”. Quem o disse foi o André, um visitante de 10 anos que quis deixar no livro de honra do MCCB a sua experiência no Museu.

O sentido do tato permite ao ser humano o primeiro contacto com o mundo. Representa uma enorme importância na apreensão dos estímulos de outras pessoas, bem como entender texturas ou temperaturas. No desenvolvimento da criança, este sentido é indispensável para aquisição de confiança.

Ao contrário dos outros sentidos, o tato não está numa região específica do corpo, mas sim em todas as regiões da pele – o maior órgão do ser humano. Várias terminações nervosas recebem estímulos térmicos, mecânicos ou dolorosos.

Para as pessoas cegas ou com baixa visão, os recetores táteis existentes nas pontas dos dedos são especialmente relevantes, permitindo a redação e leitura de textos, números, assim como notas musicais. O alfabeto em braille foi inventado pelo francês Louis Braille (1809- 1852), que ficou cego quando ainda era criança. O sistema consiste num conjunto de células com 63 combinações de pontos. Cada combinação corresponde a letras, números ou outros símbolos.

É importante que a aprendizagem de braille seja feita quando a pessoa ainda é criança ou jovem, pois possui maior sensibilidade na extremidade dos dedos.

Num museu pensado para todos, procura-se fomentar uma experiência enriquecedora, na qual o visitante se sinta confortável, seguro e possa fruir da sua visita de forma autónoma, se assim o desejar. O MCCB dispõe de alguns recursos "feitos à medida", que têm em consideração as limitações ou incapacidades de alguns visitantes. Os visitantes com deficiência visual que utilizem bengala podem visitar o Museu autonomamente, percorrendo um trilho táctil no chão. Neste percurso, marcas táteis (pequenas bolas ou setas) apontam para recursos áudio ou para peças que podem ser tocadas.

Peças originais (artefactos arqueológicos, fósseis…), réplicas ou maquetes permitem uma experiência mais completa para quem não vê com os olhos. Todos os módulos para tocar complementam-se, para além do áudio, com a legenda em braille. Este sistema também está disponível nas instalações sanitárias ou nos cacifos.

A experiência de poder tocar-se, por exemplo, um fóssil com mais de 160 milhões de anos é apontada como um dos momentos mais inesquecíveis no Museu. Foi, seguramente, o que aconteceu na visita do André, referido no início deste artigo, e é, certamente, um elemento muito significativo para as pessoas que não vêm e que nem sempre podem tocar nos objetos.

Refira-se que o Museu dispõe de outras peças que estão guardadas para visitas especiais, por exemplo, para visitas guiadas com pessoas cegas/baixa visão ou para uma atividade de maior interação com crianças.

Neste Museu dos Sentidos, toca-se e deixa-se ser tocado pela experiência sensorial.

Convidamos todos os leitores a viver a experiência do tocar. O museu está aberto de quarta-feira a domingo (10h00-13h00; 14h00-18h00). Aos primeiros domingos do mês, para todos os residentes e naturais do concelho a entrada é gratuita.


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