Carlos Ferreira

Diretor

O enorme 31 de todos nós!

As primeiras páginas que reproduzimos parecem uma estranha forma de assinalar o 31º aniversário do Jornal da Batalha, que completa com a presente edição. Há 17 edições que a pandemia assumiu protagonismo nas nossas páginas. Um protagonismo relevante mas, ainda assim, incapaz de traduzir na dimensão exata os dramas que lançou na sociedade mundial, nacional e, naturalmente, também na Batalha.

Não houve, neste período, outros temas relevantes no Mundo e no nosso mundo? Houve, e isso é também evidente nas nossas páginas ao longo do último ano, mas de pouco nos serve tapar o sol com uma peneira. A pandemia foi e continua a ser a nossa preocupação central. O enorme 31 de todos nós!

A Covid-19 atingiu transversalmente toda a sociedade e os seus recursos. E atingiu-nos. Num dos momentos em que a sociedade (uma generalização perigosa, como todas, mas creio que uma parte significativa ainda pugna pelo rigor informativo e respeito pelo semelhante) mais precisa de informação, os próprios media ficaram ainda com menos recursos.

A complexidade da vida coletiva surgiu de molde a demonstrar, como quase nunca, que independência do jornalismo faz a diferença, abrindo espaço para a divulgação séria e serena de todas as sensibilidades.

Ou seja, num tempo em que o jornalismo assume ainda mais importância como pilar da Democracia e da Liberdade, dando voz aos atores da vida coletiva e promovendo o contraditório, o cumprimento desta missão tornou-se ainda mais difícil.

Apesar das dificuldades, ou até por causa delas, fomos encontrando as nossas próprias vacinas, procurando resolver os problemas mais urgentes. Os nossos leitores dirão de sua justiça e se respondemos aos seus anseios no contexto em que vivemos há ano e meio.

Mas, verdade seja dita e justiça feita, se a nossa missão é mais difícil de cumprir desde março de 2020, é-o incomparavelmente menos do que a daqueles que fazem da saúde, das empresas e da gestão dos bens públicos, de uma forma geral, o seu dia-a-dia. Aliás, de tal forma que, agora, atento às linhas em referência aos tempos de tempestade que atingem o Jornal da Batalha e a generalidade dos media, parece-me ter exagerado.

Na Batalha, como em todo o lado, não há uma família, uma empresa, um sector de atividade económica, um autarca, um gestor, uma rotina, enfim, uma vida que a pandemia não tenha virado do avesso, traduzindo-se num enorme conjunto de danos e prejuízos muito evidentes, mas também em muitos outros, menos visíveis, que perdurarão, mais do que na memória, na saúde de muitos de nós.

E, aqui chegados, é também de salientar que, pese embora erros cometidos na gestão da crise sanitária que vivemos, o que é, aliás, genericamente, compreensível devido ao ineditismo e complexidade do problema, também assistimos a muitos momentos de esforço e de solidariedade coletiva.

Aponto a produção de vacinas, a nível mundial, e o processo de vacinação, em Portugal, por serem os mais óbvios e evidentes, e também porque este é o sinal de esperança que nos aponta o caminho para tornar o vírus da Covid-10 irrelevante nas nossas vidas.

Ainda não sabemos quando isso poderá acontecer. Setembro? Talvez até ao final do ano?

Até que isso aconteça, cada um de nós, e todos como sociedade, temos de manter a máxima atenção para perceber os sinais deste inimigo comum e invisível, cumprir as regras e evitar ajudar o vírus – que, aliás, não precisa dessa ajuda para mudar de estratégia a atacar-nos à mínima distração.

Neste último ano, e nos 31 que o Jornal da Batalha leva de vida, houve sempre três pilares, enormes, que suportaram este edifício, construído com letras e imagens. O primeiro, naturalmente, os leitores que continuam a acompanhar-nos mês a mês; depois os colaboradores, que assumem um papel indispensável no nosso jornal, sem nada pedirem em troca, e, por fim, mas não menos importante, os anunciantes, que continuam a acreditar que o Jornal da Batalha merece todos e que o concelho merece o Jornal da Batalha.

É por isso, para eles a última palavra – neste texto sobre o 31º aniversário do Jornal da Batalha, também feito num formato inédito – que escrevo, desejando a todos e às suas famílias que a saúde os acompanhe, até daqui a um ano. Obrigado!


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