“Não temos qualquer interesse em indústrias que não gerem mais valias”

(Excerto da entrevista do presidente da Câmara da Batalha, Paulo Batista Santos, publicada na íntegra na edição de agosto em papel ou por assinatura online)

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E em relação à questão das pedreiras, em que ponto estamos?

Eu acho que nós e a população, em termos gerais, fizemos um bom trabalho. O resultado é bom. A câmara municipal conseguiu fazer o que pretendia, que era valorizar o espaço e criar uma rota das pedreiras históricas, lançada pelo meu antecessor e que nós agarrámos, potenciámos e transformámos num projeto que acabou por ser aprovado para receber fundos comunitários.

Acabámos por impedir que houvesse mais exploração de pedra naquele território e noutros sítios, porque recebemos 12 pedidos para exploração de pedra nas freguesias do Reguengo do Fetal e de São Mamede, que conseguimos fazer suspender até agora, embora a decisão final não seja uma competência municipal.

No município da Batalha, em São Mamede, há zonas onde poderemos avaliar se há ou não condições para explorações, mas os projetos têm de gerar mais valias para o concelho. Não temos qualquer interesse em empresas que venham cortar, serrar, extrair pedra e levá-la para o exterior ou para outras indústrias fora do concelho - não temos qualquer interesse nesse tipo de indústrias.


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