Município da Batalha - Museu da Comunidade Concelhia da Batalha

Espaço do Museu

Museu da comunidade – os objetos que nos cederam: Fósseis do Jurássico Superior – achados e emprestados por Salvador Santos Carreira

Potenciar experiências sensoriais é preocupação permanente do MCCB. Na exposição deste Museu, existem diversas peças que podem ser tateadas. Uma experiência disponível para todos e que é fundamental para quem não vê. Quando não é possível tocar nos originais – por razões de conservação ou de raridade das peças – o Museu disponibiliza réplicas, feitas à escala do original sempre que possível.

Quando se pode tocar em peças originais a experiência eleva-se. É o que acontece com os fósseis do Jurássico Superior que destacamos nesta edição: uma vértebra da cauda de um dinossauro e um pedaço de madeira. Sentir a textura e a temperatura de fósseis com mais de 150 milhões de anos torna a visita ao Museu ainda mais inesquecível.

Junto à grande vitrine do MCCB, que conta a evolução do nosso território, estas peças, acompanhadas por informação Braille e audiodescrição complementam a visita de todos aqueles que querem imergir numa experiência sensorial e emotiva.

 

Os achados de Salvador Santos Carreira

 

Oriundo de São Mamede, Salvador Santos Carreira vive na vila da Batalha há 50 anos. Dedicou-se profissionalmente à reparação de motociclos. É apicultor, interesse que concilia com a paixão que o acompanha ao longo da vida: a descoberta e coleção de artefactos, de ossos ou de pedras que evoquem os nossos antepassados. A paixão é de tal modo contagiante que já se manifesta nos seus três netos.

É a curiosidade - e talvez um nato espírito de arqueólogo - que levam Salvador por terras próximas e distantes à descoberta daquilo que foi deixado ao abandono, enterrado pela terra e pelo tempo.

Foi o que sucedeu com as peças do Jurássico Superior que o nosso amigo Salvador teve a gentiliza de ceder ao Museu, para que todos as pudessem conhecer. A vértebra da cauda de dinossauro (provavelmente de um Stegossauro) estava à superfície, numa terra cavada. Ali ficou, sem merecer qualquer atenção, até que fosse identificada, recolhida e protegida por Salvador Carreira.

O pedaço de ramo fossilizado, onde é bem visível o nó na madeira, apareceu aos olhos de Salvador na zona da lagoa do Arrimal, após operações de limpeza no local, destacando-se entre pedras e seixos.

Ambas as peças foram analisadas e datadas cientificamente por uma paleontóloga.

Estas não são as únicas peças de Salvador Carreira expostas no Museu. Na exposição alusiva ao Carvão, exibimos algumas contas trabalhadas em azeviche (um tipo de carvão), sendo raros exemplares da arte dos azevicheiros na Batalha e que foram “salvos” por Salvador, entre as obras de remodelação na zona da Igreja da Misericórdia.

Assim se constrói o Museu de Todos e se completa a vasta história da Batalha, sendo Salvador Santos Carreira um colaborador fundamental,

Recordamos que o museu abre de quarta-feira a domingo, das 10h às 13h e das 14h às 18h. Siga-nos também nas nossas redes sociais (Facebook: MCCB – O museu de todos) e acompanhe as nossas atividades.

 


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