Notícias dos combatentes


Mouzinho de Albuquerque, esse combatente batalhense

Se a vida de Mouzinho de Albuquerque (1855-1902), herói batalhense, fosse transcrita para os dias de hoje, seria talvez estigmatizado e eventualmente até apelidado de criminoso de guerra, como o foram muitos dos combatentes das Guerras do Ultramar. Mas, na sua época, os seus atos praticados em África tiveram outra interpretação mais positiva, pois o contexto mental e social era deveras diferente.

Os seus mais glorificados atos tiveram a ver com a captura de Gungunhana embora esta, em si mesma, e segundo o Historiador Paulo Jorge Fernandes, "foi um golpe de sorte e não passou de uma bravata militar em que não participaram mais de meia centena de homens e não houve qualquer chacina dos dois lados", e onde o rei africano terá sido despojado dos seus haveres, afastado das tradições e transportado para Portugal, aqui sofrendo vastas humilhações públicas. Com esta captura, o regime monárquico garantia o domínio sobre Moçambique.


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