Mosteiro mostra-se na Assembleia para agradecer estatuto de panteão

"A honra concedida ao mosteiro em muito tem contribuído para o crescente interesse histórico, científico e turístico do monumento", diz o presidente da câmara.

A exposição “Mosteiro da Batalha: Património Mundial - Panteão Nacional”, patente na Sala dos Passos Perdidos, na Assembleia da República (AR), até dia 2 de junho, “presta um justo agradecimento” ao órgão de soberania pela “atribuição de honras de panteão ao monumento que perpetua diariamente Portugal e os portugueses”, explicou o presidente da câmara municipal, Paulo Batista Santos, na inauguração da mostra.

Para além dos dados cronológicos e históricos mais representativos do monumento, a exposição, que resulta de uma parceria entre a câmara e a Direção-Geral do Património Cultural, exibe 10 fotografias de conceituados fotógrafos e peças de cantaria tradicional, designadamente duas gárgulas e uma rosácea.

Segundo a autarquia, a mostra, inaugurada a 4 deste mês, “enfatiza a vocação secular de panteão régio associada ao monumento, que conserva a memória da Batalha de Aljubarrota, ocorrida em 1385 e é considerado uma das referências mais significativas do gótico português”, e decorre como “um justo agradecimento da autarquia pela atribuição de honras de Panteão Nacional ao mosteiro , em 2016”. “Um reconhecimento que formalmente concretizámos ao parlamento português, através da atribuição da medalha de honra municipal, em sessão formal do dia do município, e conhece nesta iniciativa um testemunho público da importância que atribuímos à decisão" da AR, uma importante e justíssima homenagem à memória dos portugueses que, através de feitos extraordinários, perpetuaram a memória lusa em Portugal e no mundo”, destacou Paulo Batista dos Santos na sua intervenção.

Segundo o autarca, a “honra” concedida ao Mosteiro da Batalha “em muito tem contribuído para o crescente interesse histórico, científico e turístico do monumento, através de novos projetos de investigação nacional e internacional”.

MAIS VISITADO. Por outro lado, de acordo com dados da Direção-Geral do Património Cultural, foi o monumento mais visitado fora de Lisboa, em 2016, com um registo de quase 400 mil visitantes pagantes e um crescimento do número de visitantes de 20%, face ao ano anterior. É o monumento nacional que regista o maior aumento de visitantes.

“É com satisfação que a AR recebe a presente exposição, que nos recorda a história da construção do mosteiro e que nos traz uma magnífica mostra fotográfica com trabalhos de conceituados fotógrafos portugueses que tão bem o retratam”, afirmou, por sua vez, o presidente da AR, Ferro Rodrigues, destacando que a atribuição do estatuto “foi como não podia deixar de ser uma decisão unânime que honra a nossa história e a nossa memória”.

O presidente da AR destacou que “a coesão das comunidades e a identidade das nações não vivem sem esse exercício permanente da memória histórica”, considerando que “a Batalha é um símbolo de independência nacional, de abertura ao mundo e de patriotismo, valores que queremos preservar”. “A AR é sede democrática da soberania nacional e da vontade popular.

Nesse sentido, é a guardiã desses valores eternos, e é por estes dias, o palco orgulhoso desta exposição que evoca justamente um símbolo patrimonial desses valores nacionais”, concluiu Ferro Rodrigues.

O Mosteiro da Batalha partilha o estatuto de Panteão Nacional com a Igreja de Santa Cruz, em Coimbra, e com o Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.


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