Mosteiro digitaliza o seu ficheiro cronológico de fontes manuscritas

O Centro de Informação e Documentação do Mosteiro da Batalha teve a iniciativa de mandar digitalizar o seu ficheiro cronológico de fontes manuscritas existentes maioritariamente em arquivos portugueses, não só para uso interno, mas também com o intuito de facilitar aos interessados a consulta e pesquisa.

A elaboração do presente ficheiro teve como base a agregação, em complementaridade, de dois trabalhos fundamentais feitos anteriormente: o conjunto organizado em fichas manuais, de registos de documentos, localizados, cotados e sumariados no seu conteúdo, resultado de um trabalho de investigação coordenado por Iria Gonçalves, em 1985; e a coletânea, de autoria de Saul António Gomes, na sua obra de quatro volumes intitulada Fontes Históricas e Artísticas do Mosteiro e da Vila da Batalha (séculos XIV a XVII), de 2002.

Todas as notas, referências e observações relevantes de ambos os autores foram devidamente mantidas.

A novidade neste ficheiro, para além da sua constituição digital, consiste em facultar, sempre que possível e em casos de pertinência, a hiperligação para o respetivo documento, ou fundo onde conste, bem como para obras relevantes com fonte digital, ou outras hiperligações de interesse.

O presente conjunto de registos documentais apresenta-se em formato PDF e está dividido em documentos com a sequência: Nota Geral, Abreviaturas, Bibliografia_Sítios Web, ao que se seguem, por agora, os registos referentes aos séculos XIV e XV.

Cada conjunto de registos, respeitante a um século, está dividido por colunas com os tópicos considerados convenientes e necessários.

Acresce anotar que, sempre que exista a transcrição de um documento publicada em fonte digital, dá-se preferência a esta, e não ao documento original no ANTT.

Convém igualmente saber que há páginas do ANTT cuja hiperligação é apresentada, que contêm listas de documentos com representação digital, como livros, por exemplo, em que raramente o número de cada página do livro corresponde ao número na cota do documento, pelo que neste caso terá o utilizador que o pesquisar e selecionar.

A necessidade de economizar espaço, também para uma melhor e mais fácil visualização, levou a que se recorresse frequentemente a abreviaturas que se encontram devidamente transcritas no documento respetivo.

Assim, graças a trabalho voluntário especializado, ao longo de um ano, coloca o Mosteiro da Batalha à disposição do público, em geral, e dos investigadores, em particular, um conjunto de informações sobre as fontes manuscritas referentes ao monumento e à vila da Batalha dos séculos XIV e XV.

Partindo do ficheiro manual realizado, na década de oitenta do século XX, por um grupo de jovens inves tigadores da Universidade Nova de Lisboa, que foi coordenado por Iria Gonçalves, abre-se agora a possibilidade de consultar a respetiva informação em linha, devidamente revista, atualizada e complementada, nomeadamente através, por um lado, da remissão para transcrições e publicações de vários manuscritos e, por outro lado, de hiperligações para os documentos digitalizados, sempre que os mesmos tenham sido disponibilizados pelos arquivos que os guardam.

O Mosteiro da Batalha conta pôr à disposição do público, futuramente, informação sobre a documentação dos séculos subsequentes.

A sistematização fornecerá "indicações sobre a publicação de boas transcrições de muitos dos documentos, o que os torna acessíveis a todos".

Para o século XV, há 170 registos de documentação relativa ao monumento. Seguir-se-ão os séculos XVI a XIX, que desejamos disponibilizar século a século. (Fonte: Mosteiro da Batalha)

O Mosteiro de Santa Maria da Vitória resultou do cumprimento de uma promessa feita pelo rei D. João I, em agradecimento pela vitória na Batalha de Aljubarrota, travada em 14 de agosto de 1385, que lhe assegurou o trono e garantiu a independência de Portugal.


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