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As migrações: inocentes e culpados

De há décadas a esta data que as migrações massivas de gente, especialmente oriunda de África e Médio Oriente, vêm constituindo um sério problema para o dito “mundo ocidental”, com particular ênfase no continente europeu.

As migrações africanas, salvo algumas exceções, são devidas, em especial, à ganância e à corrupção, que levam as desigualdades sociais a um patamar desumano, no mínimo; enquanto as geradas no médio oriente terão maioritariamente origem em guerras fratricidas, tendo em vista a obtenção do poder, a hegemonia religiosa, a ganância pelo lucro a qualquer custo e afins, sendo estas as migrações que mais apreensões vêm causando nas democracias ocidentais. Paradoxalmente, este fenómeno é, em grande parte, provocado por decisões tomadas por estas “democracias”, entre as quais se têm destacado os Estados Unidos da América, a Inglaterra e a França.

Basta recuarmos a 2003 e lembrarmo-nos do que aconteceu no Iraque, com o embuste das armas de destruição massiva e as suas consequências para a população local. Ou, ainda mais próximo (2011) e com reflexos até aos nossos dias, com a “estória” da “primavera árabe” em que, mais uma vez e a pretexto de ajudar as populações “oprimidas” por regimes árabes vigentes, algumas democracias ocidentais, de novo com aqueles três países à cabeça, fizeram eclodir revoltas em vários territórios, designadamente no Egito, Tunísia, Líbia e Síria.

O preço pago pelas populações, especialmente em perda de vidas e desestruturação social, tem sido medonho e o grosso dos migrantes árabes vem maioritariamente destes dois últimos países, com a agravante de, por certo, uma boa percentagem dos mesmos entretanto ter sido doutrinada e radicalizada, em termos de ideologia e religião, com as consequências que vários países europeus têm sentido na pele.

Sobre a “miséria” em que as populações destes países viviam e que também serviu de pretexto para a intervenção dos “democratas”, permitimo-nos citar excertos de um artigo, que julgamos fidedigno, há tempos publicado pela revista suíça "Schweiz Magazin", acerca da Líbia, sob o título "So grausam war Gaddafi" (Kadafi foi assim tão cruel?), enumerando as "crueldades" deste para com o seu povo:

Eis alguns dos "sofrimentos" que o tirano (segundo os media ocidentais) provocou durante quatro décadas:

“01. Não havia conta de luz na Líbia, porque a eletricidade era gratuita para todos.

02. Créditos bancários, dos bancos estatais, eram sem juros (para todos, por lei expressa).

03. Casa própria era considerada direito humano, universal, e o governo fornecia uma casa ou apartamento para cada família.

04. Recém casados recebiam US$ 50.000,00 (dólares) para comprar casa e iniciar a vida familiar.

05. Educação e saúde eram gratuitas, da pré-escola à universidade. Antes de Kadafi: apenas 25% dos líbios eram alfabetizados. Durante a sua governação e até 2010, 83% eram alfabetizados.

06. Agricultores iniciantes recebiam terra, casa, equipamentos, sementes e gado, gratuitamente.

07. Na compra de automóvel, o estado contribuía com subvenção de 50%.

08. O preço de gasolina, o litro: 0,10 Euro.

09. Faltando emprego após a formação profissional, o estado pagava salário médio da classe até conseguir a vaga desejada.

10. A Líbia não tinha dívida externa - as suas reservas eram de U$ 150 biliões (dólares). Após a ocupação os valores foram retidos ou desviados pelos bancos estrangeiros, incluindo investimentos em bancos estrangeiros e reservas em ouro.

11. Kadhafi construiu o projeto GMMR (O Grande Rio Artificial), transportando água dos lençóis subterrâneos do Rio Nilo para irrigar as principais cidades do país, agricultura e parte do deserto.

Entretanto, com a aplicação da “primavera árabe”, crê-se que a Líbia sofrerá um atraso de muitas décadas mas, olá!, os desinteressados governos dos EUA, da França e da Inglaterra agora vendem muito mais armas e vão passar a sugar o petróleo e o gás natural desta tal Líbia por mais algumas boas décadas. Como se vê, tudo boa gente!”...


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