José Travaços Santos


Maria Adelaide Simões, poetisa e pintora de referência

Há valores que vivem ao nosso lado mas que frequentemente nos passam despercebidos. Gente com provas dadas nas Artes e na Literatura e noutras actividades do saber humano como a Medicina e a investigação científica, alguns a afirmarem-se inclusivamente no estrangeiro

Maria Adelaide de Lemos Oliveira Simões é natural de Torres Novas, da sua freguesia de São Pedro, mas batalhense por adopção pois cedo veio para nossa Vila, teria 9 anos, acompanhando o pai que foi conceituado chefe da nossa Repartição de Finanças. Só saiu da Batalha para estudar, completando o curso liceal no Colégio das Irmãs de S. José de Cluny em Torres Novas. Mas à Batalha regressa definitivamente, aqui vindo a contrair matrimónio com o engenheiro Joaquim Sales de Oliveira Simões, proprietário da Quinta do Fidalgo.

Poetisa de mérito, publicou três livros de Poesia, “Voltada para Mim”, “A Dimensão do Olhar” e “Arquivo Plural”. Da sua Poesia diz que “foi um porto seguro na divagação e confidência dos seus íntimos sentimentos”. De “A Dimensão do Olhar” reproduzo o seu poema indicativo:

Este é o meu olhar Aceso na branca luz duma memória Perdido na inquieta chama dum fim de tarde Logrado na difusa tarefa De reter o sol nas minhas mãos. Olhar de infinita lonjura e dimensão.

Pintora de grande qualidade, a sua obra tem sido exposta, com acentuado êxito, sobretudo na nossa região. O seu acervo está em grande parte na sua posse, mas tem obras em diversas colecções particulares tanto em Portugal como no estrangeiro, esperando eu e desejando que numa futura extensão do nosso notável Museu da Comunidade Concelhia esta pintora venha a estar amplamente representada. Publica-se uma fotografia de Maria Adelaide Simões no solar da Quinta do Fidalgo, rodeada por algumas das suas obras.


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