“Mande-me um fax por favor!”

É verdade que não passou assim tanto tempo. Mas a realidade demonstra que até o inovador email está em vias de cair em desuso. Coisas que mudaram desde o nascimento do Jornal da Batalha.

O Leitor é capaz de imaginar as próximas 24 horas sem recorrer a qualquer das tecnologias (e outras inovações) desenvolvidas nos últimos 27 anos – a idade do Jornal da Batalha? Sem telemóvel, Internet, máquina fotográfica digital, computador... Vamos começar pelos anos a seguir a 2000. Segundo o TechInfographics, as maiores inovações tecnológicas passam pela Internet em alta velocidade, redes sociais, dispositivos portáteis, comunicação mais instantânea, GPS na palma da mão ou turismo espacial. A pen (drive), de tamanho diminuto e 8 MB de capacidade inicial; iPod, primeiro leitor de multimedia portátil; Wikipédia, o sétimo domínio mais visitado do mundo; smartphone, Skype, Facebook, YouTube, Google Maps, Twitter, Kindle, iPhone e iPad, são das marcas e produtos mais conhecidos do mundo atual, mas que em 1990 eram quase um exclusivo das obras literárias ou cinematográficas de ficção científica.

Segundo o programa de televisão norte-americano Nightly Business Report e a Universidade de Wharton, das maiores inovações desde o início da década de 80 do século passado são a internet, computadores pessoais, telemovel e o email.

O mapeamento do genoma humano (ADN), imagem através de ressonancia magnética, microprocessadores, fibra ótica, software de escritório, laparoscopia, software gratuito e as tecnologias LED e LCD, são outras das grandes invenções da humanidade neste período, a par do GPS, e-commerce, compressão de arquivos de média (jpeg, mpeg, mp3), microfinanças/microcrédito, energia solar fotovoltaica, turbinas eólicas para grande escala, redes sociais pela Internet.

A fotografia digital, plantas geneticamente modificadas, biocombustíveis, códigos de barras e scanners, multibanco e os tratamentos anti-retrovirais para a SIDA são outras das inovações nascidas na década de 80 do século passado e cujo impacto se acentuou nos anos seguintes até se vulgarizarem e, nalguns casos, serem ultrapassadas.

Para a Tecmundo, as tecnologias que mudaram o mundo na última década foram os televisores de alta definição, harware de armazenamento, GPS, MP3, notebooks e netbooks, redes sem fios, ferramentas de busca e Internet de banda larga.

Quanto ao futuro, o banco de investimento Citi publicou o relatório “Inovações Disruptivas“. Nas primeiras edições debruçou-se sobre inovações como a impressão 3D, a internet das coisas, os carros autónomos e a imunoterapia. Agora dá a conhecer inovações como o comércio contextual, a robótica de open source e a epigenética.

Os tratamentos sem gotas, nem injeções na oftalmologia, Díodo Orgânico Emissor de Luz (OLED), que permite aparelhos finos e leves quanto uma folha de papel; medicamentos capazes de ligar e desligar os genes, Internet das coisas (Indústria 4.0), software de código aberto na robótica, comércio contextual e online, termoplástico e big data são sectores em que se espera uma grande evolução nos próximos anos.

Mas, voltemos à realidade, que era ficção há uma década. Nenhum dos aplicativos móveis que usamos hoje existiam: Twitter, Facebook, Youtube, Instagram, Snapchat, Uber, Facetime, LinkedIn, Lyft, WhatsApp, Netflix, Pandora ou Pokemon Go. Todas estas grandes empresas não existiam há uma década: Airbnb, Tinder, Fitbit, Spotify, Dropbox, apenas para lembrar algumas.

Aliás, há dez anos, poucas pessoa falavam sobre financiamento coletivo, economia compartilhada, marketing de média social, armazenamento em nuvem, biofabricação, personalização em massa, inteligência artificial, bitcoins, blockchain, roupa inteligente, carros autónomos, carros voadores, realidade virtual, realidade aumentada, impressoras 3D e drones.

Ao mesmo tempo, estamos a assistir ao declínio de muitas tecnologias de uso comum há 10 ou 20 anos como: máquinas de fax, telefones com fio, motoristas de táxi, jornais impressos, computadores, câmaras de vídeo, máquinas fotográficas, videocassetes, aparelhos de DVD, gira-discos, máquinas de escrever, páginas amarelas, clubes de vídeo ou mapas impressos.


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