Mais de cinco mil turistas visitam o concelho por dia

A Batalha “é visitada por mais de cinco mil turistas por dia”, revelou o presidente do município numa entrevista ao programa da TVI Somos Portugal, que no dia 30 de setembro foi transmitido em direto da vila, durante a realização do Mercado do Século XIX.

O autarca, Paulo Batista Santos, destacou a “excelência do património” - por exemplo, a vila recebeu nesse dia turistas de Singapura e Austrália, além de outras regiões -, e o número de visitantes ao mosteiro, que continua a crescer, mas deu particular realce à recriação do Mercado do Século XIX.

Esta iniciativa, que vai na 22ª edição, pretende “mostrar os costumes e as tradições do concelho, que o turista fica a conhecer e prova um bocadinho, motivando-o a regressar e isso é muito importante para a região, para a Batalha e para todo o país”, explicou o presidente do município.

O mercado recupera algumas tradições e Paulo Batista Santos aproveitou para lembrar que “Eça Queiroz passou por cá, e não se sabe se não se inspirou para mais algum dos seus poemas muito bonitos”.

“Queremos transmitir uma imagem da nossa memória coletiva, das tradições, dos costumes, do trajo tradicional”, adiantou.

Na sua perspetiva, “é assim que se valoriza a nossa história e é isso que nós queremos fazer, juntando a cultura popular, dando uma importante mensagem ao país, mostrando, cá dentro e lá fora, que Portugal é um país muito diverso”, referiu Paulo Batista Santos, destacando que o concelho é visitado “por mais de cinco mil turistas por dia”.

O autarca aproveitou a oportunidade para promover alguns bens do concelho, como as Grutas da Moeda, Aldeia da Pia do urso, mel, vinho, morcelas de arroz e carne e, sobretudo, “uma grande vontade de que os portugueses venham conhecer a Batalha, que é uma porta de entrada no país, a dois passos de Fátima, Nazaré e de Leiria”.

O Mercado do Século XIX pretende manter vivas as tradições da cultura popular e dos produtos comercializados nos mercados da época, envolvendo um total de 400 figurantes.

O evento recriou o ambiente popular característico dos mercados existentes no século XIX, com animação diversificada, recorrendo a figuras-tipo da época, tais como o oleiro, tira-dentes, bordadeira, latoeiro, louco, leitoras da sina, entre muitos outros.

O público pôde adquirir produtos típicos da região e habitualmente comercializados nos mercados rurais, tais como as frutas e as hortaliças diversas, vinho de pipo, doçaria tradicional, peças de olaria, mel, azeite e vinhos.


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