Joana Crispim

Mestre em Psicologia Clínica e formada em Hipnose

Luto - Como aceitar a ausência de quem já partiu?

O luto é um processo de despedida, despedida esta do amor e de todas as expectativas que envolviam a pessoa que já partiu. O luto é necessário, é um processo que nos permite perceber o espaço que irá ficar vazio.

Atualmente a nossa sociedade está mais preocupada em vencer a si mesma do que viver em si mesma, e é importante que cada indivíduo enlutado compreenda a importância de sentir, de viver a perda naquele momento. Essa sensação da inadequação corresponde a padrões que a sociedade tem esperado dos comportamentos. E é certo que a morte, sem aviso prévio, simplesmente não se encaixa em nenhum padrão.

O luto é um sentimento muito particular, é a imensa dor e angústia que somente cada um sabe como é a sua, por vezes é chorada, outras vezes é calada.

Consideram-se três as fases do luto. A primeira refere-se à sensação de choque e negação, caracterizando-se pela fase da descrença. A segunda fase do luto ocorre quando o indivíduo sente-se desesperado e assim se desorganiza, é nesta fase que ocorre a tomada de consciência da perda, reagindo com choro, tristeza e por vezes depressão. Por fim, numa terceira fase o indivíduo já é capaz de se reorganizar e assim restabelecer a sua vida. Para resolver um luto é fundamental permitir-se experimentar todas estas fases, para que posteriormente exista espaço para novas emoções como o amor e a alegria.

O luto não é algo a ser tratado, não é uma doença ou um síndrome, é na verdade um processo que é comum e necessário de todo o ser humano. E enquanto a pessoa não prejudica a sua vida ou a dos outros por este peso extra que é o luto, em nada devemos interferir, cabe-nos apenas estar ao lado e acolher os momentos menos prazerosos.

“Nada se perde, tudo se transforma...”


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