Joana Crispim

Mestre em Psicologia Clínica e formada em Hipnose

A influência das redes sociais na sua relação

Uma pesquisa realizada pela revista “Time” e pela empresa de telecomunicações “Qualcomm”, mostrou que em diversos países a utilização do telemóvel é cada vez mais usual. Dos cinco mil participantes, 79% disseram que se sentem mal sem o telemóvel por perto. Ao conceito aplicado para descrever a síndrome em que a pessoa se torna dependente do telefone ou da Internet designamos por nomofobia.

Até que ponto a nomofobia afeta de forma destrutiva a sua relação?

Com a crescente adesão às redes sociais, alguns problemas de exposição em excesso podem levar à destruição de relacionamentos amorosos. O facilitismo digital em que vivemos pode revelar atitudes que levam ao ciúme e aumentam as desconfianças de alguns casais. Quem nunca teve a curiosidade de entrar no perfil do parceiro(a)? Essas desconfianças podem evoluir de tal forma que se podem tornar patológicas quando um dos membros do casal começa a controlar todos os “passos” do outro. A verdade, é que no mundo real já existem inúmeros estímulos capazes de causar desavenças entre os casais, no virtual pode ser ainda pior.

Estudos recentes apontam que, o Facebook manifestou-se nestes últimos anos como o maior catalisador de divórcios e separações. Outra pesquisa efetuada pela Universidade do Missouri (EUA), concluiu que as pessoas que navegam por mais de uma hora nas redes sociais manifestam relações turbulentas.

Nesta nova era digital, o importante é que o casal saiba estipular limites em relação ao comportamento que deve ser adotado nas redes sociais. Contudo, é importante ressalvar que muito antes destes recursos existirem a infidelidade já era algo frequente, assim sendo, não devemos responsabilizar estas tecnologias por criarem por si só oportunidades para a infidelidade.

Como em todas as relações, o diálogo e a confiança entre o casal devem ser preservados. Deste modo e se pretende que a sua relação seja bem-sucedida, nada melhor do que saber utilizar o bom senso.


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