Núcleo de Combatentes da Batalha

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Incêndios

Continua a haver muitíssima gente cética relativamente às alterações climáticas, mas os incêndios que este ano já se verificaram na Suécia (para não falarmos na dimensão trágica dos da Grécia dado que, infelizmente, aqui já são recorrentes), deviam acordar mais algumas consciências adormecidas.

Como sabemos, Portugal tem sido, nas últimas décadas, uma vítima permanente de tal flagelo, com o auge a ter sido atingido no ano transato, designadamente em Pedrógão Grande e na nossa região (queimado 90% do Pinhal de Leiria), não só pela imensa área ardida, mas pelas mais de 100 vidas que se perderam.

Os ecos dessa tragédia ainda se mantêm, criando-se novas leis, aparentemente com o objetivo de minimizar situações futuras, mas se não fosse o São Pedro andar a dar-nos uma mãozinha (quem lhe deve estar com uma raiva dos diabos serão os incendiários e, se calhar, não só...), provavelmente as tais leis não teriam evitado grande coisa.

Outro fenómeno que tem florescido depois da tragédia, tem sido, também, o crescente número de peritos na matéria, sendo que praticamente cada português é um, mas também têm sido dignas de nota as comissões que se têm criado para tudo e mais alguma coisa.

Muita gente glosa com este pormenor e terá sido devido a ele que, já há uns bons meses, circularam uns textos bastante irónicos, um dos quais chegou ao conhecimento do signatário e provavelmente também ao de alguns dos leitores do J. B. Não o demos logo à estampa por falta de oportunidade, mas como o tema continua atual, decidimos fazê-lo hoje. Ora apreciem:

“O Pinhal de Leiria” – A culpa foi do D. Dinis (Texto irónico e bem escrito).

"Foi uma ideia original de D. Afonso III e de seu filho D. Dinis, plantador de naus a haver. Estúpidos e meio boçais, nunca apresentaram um Plano de Ordenamento e Gestão Florestal. Depois deles, o filho da mãe do D. Afonso IV não mandou fazer estudos topográficos e geodésicos. D. Manuel I, desmiolado, esqueceu-se de estudar os resíduos sólidos e os recursos faunísticos. D. João V, esse palerma, desprezou os avanços da bioclimatologia e da ecofisiologia das árvores.

A maluca da D. Maria I não percebia nada de biologia vegetal e da diversidade das plantas. No fundo, era uma reacionária.

O resultado de sete séculos de incúria está à vista: ardeu tudo.

Há de ali nascer um novo pinhal, após rigorosos estudos académicos e científicos. Em vez do bolorento nome de Pinhal de El-Rei, irá decerto chamar-se Complexo 25 de Abril, com árvores de várias espécies para assegurar a pluralidade, esplanadas e bares, passadiços, zonas culturais — e uma ciclovia asfaltada da Marinha Grande a São Pedro de Moel. Estou certo de que o projeto assentará numa "visão pós-moderna da natureza" e no "conhecimento da dinâmica dos sistemas vivos", além da “capacidade de análise e interpretação da paisagem como meio influenciador do homem”.

Bem vistas as coisas, tivemos muita sorte."

Nota: O que espanta é como foi possível tantas centenas de anos sem aviões para apagar fogos, sem SIRESP, sem carros de bombeiros, sem autoridade (?) da proteção civil e sem diversificação das espécies… e só agora é que ardeu!


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