Falso inspetor montou rede de extorsão na cadeia

Seis pessoas suspeitas de crimes cometidos contra 80 pessoas a partir do Estabelecimento Prisional de Leiria, no período de um ano. O Ministério Público (MP) de Leiria acusou seis pessoas – incluído um casal residente na Batalha - de corrupção, extorsão e burla, crimes cometidos contra 80 pessoas a partir do Estabelecimento Prisional de Leiria, entre novembro de 2015 e novembro de 2016. Os quatro homens e duas mulheres, com idades entre 19 e 56 anos, ter-se-ão apoderado de 11.500 euros das vítimas, cujos contactos e outros elementos obtiveram na Internet e nos jornais.

Na posse de dados como desaparecimento de animais ou arrendamento de imóveis, o principal arguido contactava as vítimas e chantageava-as, usando telemóveis que seriam comprados por um subchefe da guarda prisional. Segundo o MP, o guarda recebeu cinco mil euros e “revelou indignidade” para o exercício da sua profissão.

O MP destaca ainda “a destreza e capacidades cognitivas” do principal arguido, que “aufere uma pensão de reforma por invalidez do foro psiquiátrico” de 310 euros e enviou o despacho acusatório para a Segurança Social para que esta entidade reveja a situação.

Num processo já julgado, o arguido da Batalha, de 31 anos, foi condenado pelo Tribunal de Leiria a cinco anos e dois meses de prisão efetiva, por burla qualificada e furto. A sua namorada, coautora dos crimes, apanhou três anos e dois meses de prisão, suspensa pelo mesmo período. Segundo o acórdão, inventavam multas e convenciam as vítimas a pagá-las para evitarem processos judiciais, como o Jornal da Batalha oticiou em junho.

A Polícia Judiciária (PJ) começou a investigar o arguido no último trimestre de 2014, suspeitando que enganou centenas de pessoas em todo o país, a quem extorquiu dinheiro para pagar alegadas multas e coimas, autointitulando-se agente de autoridade, nomeadamente inspetor da PJ e das Finanças.

Em maio do ano seguinte deteve-o, bem como à sua companheira, de 29 anos. O casal foi posto em liberdade e detido de novo, em setembro de 2015, ficando o homem em prisão preventiva.

Mas o arguido continuou a atividade criminosa, a partir do interior do Estabelecimento Prisional de Leiria, acabando por envolver cinco pessoas, incluindo o subchefe da Guarda Prisional, que está em prisão preventiva em Évora.


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