Exposição de fotografia revela segredos do mosteiro

Uma exposição de fotografia da autoria de António Barreto, intitulada “Gente da Batalha”, está patente na capela do fundador do mosteiro e resulta de um convite da direção do monumento ao sociólogo.

A mostra, inaugurada este sábado, 23, tem curadoria de Ângela Camila Castelo-Branco - bisneta do Camilo Castelo Branco.

Em paralelo, foram lançados dois livros, o catálogo da exposição, com texto introdutório do professor Vítor Serrão, e o making of, da autoria da curadora.

António Barreto foi convidado a fotografar o mosteiro e a realizar uma exposição com as fotografias, pelo diretor do monumento, Joaquim Ruivo.

O convite surgiu numa altura em que o sociólogo foi orador na Batalha numa conferência sobre identidade nacional.

Na oportunidade, fez uma visita mais demorada a monumento, com a máquina fotográfica à mão, e surgiu o convite.

Em resultado, passou um ano, durante o qual fez 15 visitas ao mosteiro à procura de aspetos e imagens originais de um dos monumentos Património da Humanidade mais fotografados do país.

Acompanhado de Ângela Camila, António Barreto passou muitas horas a fotografar a qualquer hora do dia e à noite e demorou três meses para encontrar um ângulo novo para revelar aspetos inéditos do mosteiro. Por pouco não desistiu.

Mas descobriu o que pretendia: muitas dezenas de caras esculpidas na pedra há 500 anos, pequenas, espalhadas por todos os sítios, difíceis de vislumbrar, deixadas pelos canteiros e pedreiros do monumento.

E assim nasceu a exposição, com fotografias a preto e branco, que acontece no âmbito do Ano Europeu do Património Cultural e está patente durante um ano (9 de junho 2019), sob o patrocínio do Presidente da República.

António Barreto dedica-se há meio século ao hobby da fotografia.

"Gente da Batalha: os que a fizeram e os que ali habitam. Os que foram esculpidos na pedra e os que a visitam. Rostos de deuses, de santos e de reis, caras de gente comum, de todo o mundo. Uma casa encantada nascida da batalha e feita para o amor e a paz”, é como o autor descreve a exposição.


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