Exploração de gás muda de técnica mas subsistem dúvidas

A empresa que detém as concessões de prospeção de petróleo e gás da Batalha/Aljubarrota e Pombal/Bajouca garantiu, no dia 31 de outubro, que exploração não será efetuada com recurso à fratura hidráulica, mas sim através de uma técnica idêntica à das captações de água.

A operadora australiana Australis, Oil & Gas anunciou, por outro lado, que submeteu "voluntariamente" o planeamento das sondagens previstas à apreciação de um estudo de impacto ambiental, que se encontra na Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

"O poço de avaliação na concessão da Batalha está previsto ser perfurado na vertical até uma profundidade aproximada de 2.900 metros, o que será idêntico na concessão de Pombal", afirmou o presidente da companhia, Ian Lusted, em Leiria.

"Se formos bem-sucedidos e avançarmos para a comercialização, o impacto será mínimo, pois a distribuição do gás será realizada de forma subterrânea. Praticamente todo o processo é feito no subsolo", adiantou Ian Lusted, adiantando que, até ao momento, "terão sido gastos cerca de 440 mil euros em investimento direto".

Estas declarações do presidente da empresa foram prestadas após uma reunião entre os responsáveis da empresa e autarcas e ambientalistas da região de Leiria.

No final, o presidente da associação ambientalista Oikos, Mário Oliveira, mostrou satisfação por o projeto ser executado através de sondagens convencionais: "A fraturação hidráulica era liminarmente colocada de lado por nós. Ainda continuam de pé algumas dúvidas em relação aos planos de contingência, que têm a ver com eventuais riscos de contaminação dos aquíferos e aqui a população tem de falar mais alto do que os interesses do gás".

O dirigente da organização ambientalista Quercus, Domingos Patacho, destacou a importância do "estudo de impacto ambiental para cada um dos furos. Eles assumem que não há 'fracking', que era um risco muito maior, mas mesmo assim não temos a certeza disso".

Entretanto, o jornal Público revelou que “as prospeções e pesquisas de gás em Batalha/Aljubarrota e em Pombal/Bajouca, previstas para o próximo ano, serão feitas em terrenos de “elevada sensibilidade arqueológica, dizem os estudos de impacto ambiental (EIA) das duas explorações, que estão em discussão pública”.

“Os impactos mais significativos apontados no documento prendem-se com o facto de o local escolhido para a prospeção de gás natural se integrar num território de elevada sensibilidade arqueológica e espelho-arqueológica. O EIA refere que as fontes documentais dão nota da existência de vestígios de ocupação humana desde períodos bastante remotos a céu aberto e em gruta”, adianta o jornal..

Os estudos estão em consulta pública até 27 de novembro no portal Participa.


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