Escritora do Reguengo do Fetal lança livro que é “choque intelectual”

A autora Margarida Poças Serrano apresenta o seu livro “Uma vida luso francesa – O Fado da Minha Mãe” no dia 23 de outubro, às 14h30, na Casa de Povo do Reguengo do Fetal, freguesia do Concelho da Batalha de onde é natural.

Emigrante, chegou a França com seis anos, em 1966. Os seus pais, como muitos portugueses, partiram para a região de Saint- Maur des Fossés (a 20 quilómetros de Paris). O seu pai foi ajudado por uma irmã que já estava em França há cinco anos.

A autora começou a escrever quando tinha 40 anos, lançando o livro “L'Educatrice”, em resultado do seu trabalho em equipa como educadora especializada na doença mental. Assim, teve oportunidade de ter “experiências riquíssimas enquanto acompanhava, dia após dia, crianças e adolescentes autistas de Khanner e apresentando problemas graves de comportamento”

O trabalho de socialização dessa população e as atividades imaginadas para as ajudar estão na origem daquele livro.

A educadora, especializada há mais de trinta anos, escreveu de seguida “Le Fado de la mère”, um livro livremente inspirado na trajetória de vida da sua família. “Os factos são reais, mas a forma é de romance, um pouco a maneira de Duras. “Uma Vida Luso Francesa” é um livro que fala da resiliência e muito dos livros que me salvaram de tanta desesperança”, conta a autora.

“Uma Vida Luso-francesa” foi adaptado de “Le Fado de la Mère”.

“Uma Vida Luso-francesa é um romance social, inspirado livremente na trajetória de filha de imigrantes da autora. Os seus pais, como muitos portugueses, fugiram do regime de Salazar para a França no ano de 1966. Mas é também, e sobretudo, a luta de uma menina para escapar ao destino que o seu pai lhe tinha traçado.

Destino de mulher submissa ao chefe de família, e aos homens em geral. Uma vida Luso-francesa é igualmente o choque intelectual intenso aos dez anos de idade, com aqueles que escreviam. Todos os livros permitiram à pré-adolescente escapar ao seu dia-a-dia conflitual e estreito.

Margarida Poças Serrano, como educadora especializada, acompanha, para a melhor inserção social e profissional dia após dia, populações refugiadas em França por razões sanitárias e climáticas”, lê-se na sinopse da obra, publicada pela Chiado Editora.

 


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