Escola requalificada abre portas a projeto sempre inacabado

A obra de requalificação da Escola Básica e Secundária da Batalha foi inaugurada no dia 7 deste mês, pelo primeiro-ministro, após um investimento superior a 4,5 milhões de euros, 2,3 milhões dos quais resultantes de uma candidatura a fundos comunitários aprovada no âmbito do programa Centro 2020.

O projeto abrangeu 11 edifícios, a requalificação de edifícios e espaços existentes (14.657 m2), novas edificações (9.985 m2) para substituição de volumes construtivos desajustados, e as correspondentes demolições (2.957 m2), para acolher mais de um milhar de alunos, de todos os níveis de ensino.

Na sua intervenção, na cerimónia de inauguração, o presidente da Câmara da Batalha destacou que “o grande objetivo é cumprirmos o plano estratégico educativo, porque, se não cumprirmos, estamos a afetar negativamente a vida futura das nossas crianças e isso, estamos todo de acordo, seria inaceitável”.

Na perspetiva de Paulo Batista Santos, “a educação será sempre um desafio permanente, uma opção política prioritária e uma responsabilidade intergeracional que não podemos frustrar. É um projeto para vários executivos e para várias gerações de professores e será sempre um projeto inacabado. Mas é

fundamental que seja estimulado todos os dias e mais inclusivo com aqueles que mais precisam na nossa sociedade”.

O autarca destacou o Agrupamento de Escolas da Batalha como “um espaço de excelência, onde a qualidade das aprendizagens são uma referência de um modelo de ensino flexível e naturalmente focalizado na promoção do sucesso educativo”.

Paulo Batista Santos considerou, por outro lado, que “o reforço da autonomia dos agrupamentos e a opção da flexibilidade curricular são desafios cruciais à melhoria da qualidade das aprendizagens e sobretudo potenciam novos projetos e novas oportunidades para os alunos”.

“Esta opção deve ser reforçada e evoluir de um regime de experiência pedagógica para um projeto de responsabilidade local de inclusão de componentes curriculares, até à percentagem de 25 % do currículo, viabilizando assim uma maior interação entre as escolas, autarquias e comunidades locais”, explicou.

Quanto à “formação com sucesso na via profissional”, o presidente da câmara adiantou que “pressupõe um sistema dual que combine a formação em contexto de trabalho com ensino em contexto escolar, ou seja, o sistema devia ser mais simples, mais eficiente e mais orientado para o mercado”.

No que respeita à obra, salientou que o município “herdou um projeto de requalificação da empresa Parque Escolar com uma estimativa orçamental inicial de cerca de 17 milhões de euros”. “Realizámos o mesmo objetivo em pouco mais de 20 meses (a empreitada iniciou-se no terreno em setembro de 2017) e por apenas 4,5 milhões de euros. O mesmo objetivo de qualificar um espaço escolar, quando realizado pelo Município, poupou ao país 12,5 milhões de euros”, frisou.

Para o primeiro-ministro, António Costa, o projeto desta escola concentra as “três principais reformas que foram feitas na educação nesta legislatura: o reforço de autonomia, flexibilização curricular e descentralização”.

“Aquilo que vimos nesta escola, que integrou um projeto-piloto, “transforma radicalmente aquilo que é a aprendizagem”, referindo-se aos alunos do 4.º ano que fazem exercícios de programação de pequenos robôs. “Conseguimos antecipar o que eles vão ser capazes de fazer quando chegarem ao 12.º ano”, disse, acrescentando que com o modelo ali aplicado é mais fácil responder “àquela dúvida que muitas vezes tivemos na escola: Mas para que é que isto serve?”.

“Aquilo que hoje sabemos é que nada saberemos sobre o futuro”, pelo que “temos de ter a dúvida metódica ao longo da vida e ter disponibilidade para continuar sempre a aprender», disse António Costa, lembrando que a Comissão Europeia quantifica “em 30% as crianças que estão hoje nas escolas e que vão exercer funções que não estão hoje sequer inventadas”.

Assim, “não nos podemos limitar a ensinar para as profissões que existem. Vamos ter de formar para aprender aquilo que não sabemos sequer que vai ser, no futuro, necessário saber. No futuro vamos ter de voltar a aprender coisas que hoje não sabemos que já existem. Essa é a função fundamental da escola”, concluiu.


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