Empresários reclamam medidas urgentes para enfrentar adversidades do próximo ano

“Mais de meia sessenta de empresários do concelho participaram nas sessões sectoriais realizadas pela autarquia com o intuito de analisar as perspetivas económicas para o próximo ano”, anunciou o Município da Batalha, no dia 8 de novembro, no final de uma ronda de contactos desenvolvida ao longo de duas semanas.

Os empresários “expressaram a sua forte preocupação quanto à grave crise energética com que a Europa se depara, mas também em relação à instabilidade que se sente nos mercados, a elevada inflação e a dificuldade em contratar recursos humanos”, refere em comunicado a câmara municipal, que desenvolveu a a ação com o apoio da Associação Empresarial da Região de Leiria (Nerlei) e Associação Regional dos Industriais de Construção e Obras Públicas de Leiria e Ourém (ARICOP).

De acordo com os empresário, “é fundamental o Governo intervir através da concretização de medidas de apoio efetivas capazes de atenuar os custos de produção, mas também a distribuição desses mesmos produtos”, sobretudo nos sectores da faiança, plásticos, moldes, metalomecânica e construção civil ,

“Atendendo ao cenário macroeconómico perspetivado pelo Governo e que serviu de base à construção da proposta de Orçamento para o próximo exercício”, a Câmara da Batalha “procedeu à realização destes encontros cujas propostas e ideias lançadas serão agora remetidas ao Ministro da Economia”.

“Ouvir os empresários num momento tão difícil como o que nos encontramos é uma das funções da câmara municipal. As propostas que nos foram lançadas, em áreas tão distintas como as dificuldades de contratar recursos humanos, os elevados custos com a energia e a tributação fiscal, entre outras, serão remetidas para o membro do governo com o intuito de demonstrar a urgência na implementação de medidas urgentes destinadas a apoiar o setor produtivo”, explicou o presidente da autarquia, Raul Castro.

Na proposta de orçamento para o próximo exercício é antecipado um abrandamento da economia para 1,3% e uma inflação de 4%, um contexto em que a autarquia entendeu como “fundamental ouvir os empresários do concelho com o intuito de potenciar a cooperação empresarial entre autarquia e um dos maiores ativos do território: as empresas”.

 


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