Empresa da Torre e costureiras oferecem máscaras e capuzes

“Antes de mais quero reafirmar que esta ação nasceu naturalmente, sem qualquer intenção de promoção própria, quando, há umas três semanas, em conversa com uma amiga auxiliar no hospital de Leiria, soube que havia falta de material de proteção”, explica Cecília Silva, proprietária da Puff!, uma empresa do Reguengo do Fetal que está a produzir equipamento de proteção individual para as áreas da saúde e social.

A Puff!, localizada na Torre, já entregou equipamentos ao Hospital de Santo André (Leiria), Santa Casa da Misericórdia da Batalha e Cruz Vermelha de Leiria, contando com o apoio de 20 costureiras voluntárias nesta campanha solidária de combate à doença Covid-19.

Em três semanas produziu 150 cogulas [capuz que cobre cabeça e ombros], 300 proteções de calçado e duas mil máscaras, segundo a proprietária da empresa, que se dedica há 15 anos ao fabrico de puffs (almofadões, colchões e artigos semelhantes).

O projeto nasceu quando Cecília Silva soube que no Hospital de Santo André (Leiria) faltavam cogulas e proteções para calçado, e se ofereceu para as fabricar, com “uma peça de material TNT [uma espécie de tecido resistente e impermeável] que tinha em casa”.

“Em colaboração com a auxiliar fizemos os moldes e introduzimos as alterações sugeridas pelos próprios profissionais de saúde. Numa primeira fase fizemos 100 conjuntos completos com o meu material e depois recebemos tecido do hospital suficiente para mais umas dezenas”, conta a empresária, natural da Golpilheira.

Mais tarde, a Santa Casa da Misericórdia da Batalha solicitou à Puff! colaboração na produção de máscaras, oferecendo o material necessário. Neste momento, está também a ajudar a Cruz Vermelha de Leiria, fornecendo máscaras e proteções para calçado.

A Puff! envolveu duas costureiras e chegou a parar a produção normal uma semana para se dedicar apenas a esta campanha. Agora dedicam-se à causa apenas depois do horário normal de expediente. Fazem o corte das peças que distribuem por duas dezenas de costureiras voluntárias, que trabalham em casa.

A Puff! disponibiliza-se para continuar a fazer o corte das peças e “muitas costureiras ofereceram-se para coser, uma vez que estão em casa”. As empresas ou pessoas que queiram doar materiais (TNT, elásticos e arame e meios de distribuição) ou mão de obra para esta campanha solidária devem contactar a empresa pelo email ceciliasilva@puff.pt.

A proprietária destaca que esta campanha reflete “uma situação de remedeio”. “Não queremos estragar o negócio aos fabricantes destes equipamentos, mas sim evitar abusos nos preços que possam estar a suceder nalguns casos. O objetivo é ajudar as instituições até haver equipamento específico a preços aceitáveis”, adianta, frisando: “Os primeiros materiais oferecemos nós, depois houve empresas e pessoas particulares que também ofereceram. Agora estamos a ficar sem material”.

Foto/imagem: TVI

 


NESTA SECÇÃO

Valorlis em campanha de inclusão para aumentar a reciclagem

A Environment Global Facilities (EGF) e as suas 11 concessionárias – entre as quais a Valorl...

Câmara sujeita a ter de indemnizar empresas de exploração de pedra

O Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria aceitou uma providência cautelar, interposta pe...

Autarca representante do Comité de Acompanhamento do Centro 2020

O presidente da Câmara da Batalha, Paulo Batista Santos, foi eleito no dia 4 de novembro, em...