A Opinião de Augusto Neves

Jurista e presidente da Concelhia da Batalha do PS

As eleições de 6 de outubro enquanto verdadeiro ato de cidadania

No próximo dia 6 de outubro terão lugar as eleições legislativas que levarão a eleição de novos deputados pelos vários círculos eleitorais e à formação de um novo governo, para os próximos quatro anos. É um momento de exercício de cidadania puro, daqueles que temos de considerar imperdíveis.

É o momento em que a voz do povo se materializa na escolha daqueles que queremos para gerir os destinos do nosso país. Já se vê que é um poder enorme. Não o desperdicemos.

A campanha eleitoral está aí. É o momento decisivo para que os partidos digam o que pretendem para o futuro do país por um lado e que prestem contas da governação os que governaram e da oposição construtiva que fizeram os outros.

Pelo curso que está a levar ou muito nos enganamos ou andará muito à volta disto: a direita a ver se consegue passar sem implodir, por outro lado, e os partidos à esquerda do PS a lutar para que este não tenha maioria absoluta. Todos sentimos na pele a política de empobrecimento do país levada a cabo pelo Governo do PSD/CDS, atacando sobretudo os vencimentos e as pensões dos mais pobres até à classe média e os serviços públicos.

Aqueles dois partidos acreditavam e ainda não disseram que tinham mudado de ideias que essa política de empobrecimento e de emigração forçada dos nossos quadros levaria a uma espécie de rejuvenescimento da economia com empresa à prova de crise e cidadãos habituados a não terem rendimento disponível. Tudo que saísse desta matriz levaria o pais à banca rota. Vinha aí o Diabo. E então com a geringonça seria o caos político no país.

O partido socialista formou governo depois de ter cumprido com o PCP, os Verdes e o Bloco a suprema exigência de Cavaco Silva ao exigir documentos assinados dos compromissos a que aqueles haviam chegado. O PS no Governo desfez todos os mitos da direita.

O Diabo não veio, houve reposição de rendimentos do trabalho e das pensões, a economia ganhou confiança e o país cresce acima da média da zona euro sendo que a OCDE considera que Portugal tem o rendimento disponível mais alto do conjunto de países. Manteve as contas certas. O Deficit está ao nível mais baixo de sempre, a dívida pública continua a descer e com isso o país consegue colocar divida a juros negativos. Todos nos lembramos do ênfase que se dava à Alemanha quando se dizia que os investidores ainda apagavam para comprar divida da Alemã. Pois bem o impossível aconteceu: Portugal atingiu um nível de credibilidade internacional que lhe permite financiar-se às taxas mais baixas de sempre, e em igualdade de circunstâncias com as economias mais fortes da zona euro.

O Governo do Partido Socialista estabeleceu um conjunto de prioridades: maior igualdade, com o aumento anual das pensões e de abono de família e a criação da proteção social para a inclusão; atribuição automática da tarifa social da eletricidade que abrange 800 mil famílias contra as 100 mil anteriormente; mais crescimento (nos últimos três anos consecutivos Portugal cresceu acima da média da união europeia, a economia recuperou confiança e foram criados 350 mil novos postos de trabalho dos quais 92% com contrato sem termo, o desemprego está a níveis mínimos deste século). Houve o fim da sobretaxa no IRS, a redução no IVA da restauração, a distribuição gratuita de manuais escolares, o descongelamento das carreiras e a reposição das 35 horas na função pública, e muitas outras medidas que este texto não permite elencar.

É por tudo isto que o PS merece a confiança dos portugueses e com essa confiança merece também ganhar as eleições legislativas com maioria qualificada.

 

 


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