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Notícias dos Combatentes

É de novo Natal

É novamente tempo de Natal e já todos corremos em círculos como galinhas sem cabeça. Praticamente em todo o mundo se considera cegamente esta época como um "momento de dar" ou o "espírito de dar", aceitando-o como uma época cristã que comemora o nascimento de Cristo. Quantos saberão que Cristo não nasceu a 25 de Dezembro, nem perto, e que na Bíblia não se fala na comemoração da data, apenas no nascimento, e que, como tal, se torna numa comemoração pagã? Será muito mais “momento” que “espírito”, certamente! Quantos realmente se interessam em saber o que é realmente o Natal, mais do que uma simples tradição? Ou melhor ainda, se pensaram sobre o que acontece durante as férias escolares e o que realmente promove?

Pense-se sobre as crianças carenciadas nas escolas: trata-se de uma pausa nas poucas refeições quentes que têm ou no pão com manteiga e no leite, no banho semanal após a educação física. Observam, “maravilhados”, os mais abastados a receberem presentes que jamais poderão alcançar. Como se sentirão? No entanto é-lhes passada uma mensagem, nas TV, nos livros escolares, nas montras, de que o Pai Natal é mágico e que dá às pessoas de todo o mundo!

Acharão um absurdo ou ficam com a ideia que Ele só dá aos manifestamente mais abonados? Quanto mais abastado, mais Ele dá! Ou o ser necessitado é punição por não ter as mesmas condições dos demais, para atingir os esperados níveis de aprendizagem para então poder finalmente perceber o tão esperado presente que nunca chega?

O Natal é sobre um tempo que promove apenas o materialismo, o consumismo e mune as pessoas de bens inúteis, que nada trazem para o coletivo, nem para o indivíduo. Traz a angústia dos carenciados por nada receberem, e a angústia dos abastados porque não receberam o que queriam.

O Natal promove o espírito do egoísmo, em vez do Espírito Santo, a mentira e o materialismo, em vez da verdade e do amor ao próximo. Passam os anos sempre iguais, sempre os mesmos rituais, sempre a mesma mesa, sempre a mesma decoração, e nunca ninguém realmente questiona de onde tudo surgiu e o verdadeiro propósito a que serve. Sabemos, no entanto, que é uma época que não fala em nome de todos, não é igual para todos. É uma época de hipocrisia em que saltam os corações e as boas ações, quando as mesmas deveriam ser uma qualidade humana e não um ato de um momento ou de uma época.

Quem não tem posses age desesperadamente, preocupado e ansioso com o Natal. Sentem culpa, especialmente quando não podem comprar presentes para os filhos ou proporcionar o que seria uma simples refeição de Natal, igual à do anúncio do hipermercado. É para evitar esta exclusão, das principais celebrações da época festiva, que muitos dão o seu tempo para que outros possam ter Natal.

Não partilhemos só nesta época! Pratiquemos o bem todo o ano! Abracemos o voluntariado!

P.S. – Para os que pensem que hoje acordámos amargos ou que não passamos de uns pagãos, pedimos-lhes que meditem um pouco e observem bem a sociedade e a realidade em que estamos inseridos. 

 


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