Descobrimentos, Museus e a Língua Portuguesa (II)

A capa doutro livro, cuja leitura é essencial, ilustra este número. Trata-se de “Portugal Mensageiro do Mundo Renascentista” de Luís Filipe Barreto, editado pela Quetzal Editores, de Lisboa, em 1989. Não sei se teve outras edições, mas merecia ter sido amplamente divulgado porque nos proporciona uma série de informações esclarecedoras sobre a verdadeira natureza e a importância, com reflexos em todo o Mundo, dos Descobrimentos levados avante, com determinação, pelos nossos Antepassados. Repare, caro leitor, são os meus e os seus antepassados, a nossa família no Universo.

Transcreve esta pequena mas preciosa obra um excerto do “Essai sur les Moeurs” (Ensaio sobre os Costumes) de Voltaire (1694/1778), sobre a acção dos Portugueses nessa epopeia única na história moderna da Humanidade: “… os Portugueses saíram então da obscuridade, e mau grado toda a ignorância daqueles tempos, começaram a merecer então uma glória tão durável quanto a do universo, pela mudança do comércio do mundo, que foi o mais imediato fruto das suas descobertas. Foi esta nação navegante a primeira das nações modernas no oceano Atlântico. Apenas e só a ela se deve a passagem do Cabo da Boa Esperança…”.

Temos motivos de sobra, não obstante algumas nuvens negras sempre presentes em epopeias desta dimensão, a primeira verdadeiramente universal, para a celebrar e a exaltar sendo um indispensável meio para o fazer criar o seu museu ou museus evocativos, e não me digam que o Povo português a vai deixar cair no esquecimento, pelo menos um grande museu nacional.

E a par do Museu dos Descobrimentos, o da Língua Portuguesa que os nossos marinheiros espalharam pelo Mundo.

É estranho, embora agora o justifique a pandemia que afecta todas as nações, o silêncio das entidades oficiais do nosso País ante assunto de tanta relevância, pesando, particularmente, a falta duma condenação pública dos desacatos que tem havido contra a mais gloriosa das nossas memórias colectivas.


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