Augusto Neves

Jurista e presidente da Concelhia da Batalha do PS

Depois de quase meio século do 25 de Abril de 74

Decorrido praticamente um quarto do século XXI e poucos dias após se ter comemorado mais um aniversário do 25 de Abril de 74 o senhor presidente fez publicar um “post” no sítio oficial do município no Facebook com uma noticia relatando a descida do desemprego no concelho da Batalha.

É uma excelente notícia, obviamente.

O problema é que o presidente da câmara arroga-se no direito de dizer que tal descida se deve às políticas seguidas pela câmara municipal.

Assim, sem mais nem menos.

Como se soubesse onde é que essas pessoas conseguiram emprego e, pior que isso, deixando completamente de fora os nossos empresários.

De facto é preciso não ter respeito por nada nem por ninguém para dizer que os empresários não têm nada a ver com a descida de desemprego como se não fossem eles a criar os postos de trabalho.

Isto para já não falar na situação económica favorável criada não pela câmara, mas pelo governo.

Finalmente o senhor presidente da câmara municipal acedeu à nossa exigência e mandou pulverizar as ervas daninhas que crescem no meio de milhares de pedras depositadas nas rotundas da Batalha.

De facto colocar como colocou os trabalhadores afetos aquelas funções a “catar” cada uma dessas que iam crescendo, semanas a fio debaixo de um sol intenso, é não ter o mínimo respeito pela dignidade das pessoas.

Vai constando insistentemente que o senhor presidente da câmara trata os munícipes não em função dos seus legítimos direitos (juridicamente tutelados), mas sim em função da sua cor política ou do fim que pretende obter com o peditório.

Um cidadão que espera a legalização de um muro há muitos meses queixa-se baixinho… e recusa que o seu caso seja trazido a ribalta porque segundo ele se assim demora muito da outra maneira nunca mais tem muro!

Ora isto é absolutamente inadmissível ao fim de quase meio século de regime democrático.

Os cidadãos da Batalha têm medo do seu presidente de câmara.

Como é possível?

Aquele “post” que há pouco referi sobre o desemprego teve apenas um comentário: o meu.

A criticar a postura ali assumida.

E isto é extraordinário.

Em qualquer outro ponto do pais haveria dezenas de comentários.

Na Batalha só há um.

E o senhor presidente da câmara tem aqui matéria para análise e reflexão: é que se as pessoas estivessem de acordo com ele tinham-se insurgido contra o meu comentário.

Mas como concordam com a crítica não podem dizer nada pois isso pode trazer trazer-lhe consequências.

É tão lamentável.

E por isso deixo um apelo aos batalhenses: exercitem os vossos direitos de cidadania.

Sejam cidadãos de corpo e alma.

Honremos todos os que contribuíram para o 25 de Abril.

 


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