A Opinião de André Loureiro

Presidente do PSD da Batalha

Confiança no futuro? Porque não?

Hoje o pensamento dominante é o pessimismo. Surge em todo o lado. No discurso político, na Imprensa, no desporto, na opinião pública em geral, principalmente através das redes sociais. A confiança num futuro melhor, o otimismo nas pessoas e a dinâmica da vitória, foram substituídas pelo receio, desconfiança e aqui e acolá, vive-se mesmo um pessimismo militante.

Quando o atual presidente da câmara me convidou para integrar a equipa candidata à Câmara da Batalha, aceitei por um motivo em especial: estou convencido de que a Batalha não viverá outro momento igual, ou seja, acredito profundamente que está ao alcance de cada um de nós, dos responsáveis políticos, dos dirigentes, enfim daqueles que não se resignam perante as dificuldades, transformar o nosso tempo em momentos de confiança e prosperidade.

Por isso sempre que se anunciam grandes cataclismos ou se inscrevem caminhos mais tortuosos, tenho o estranho hábito de pensar que amanhã é outro dia e estará ao nosso alcance melhorar, seja na vida pessoal, profissional e apenas na nossa relação com o mundo que nos rodeia.

Aceitar com algum otimismo moderado a realidade como ela é, não pode ser confundido com um exercício de dissimulação ou de apelo ao facilitismo, mas antes uma opção de acreditar em projetos, nas pessoas e sobretudo na capacidade de reinventarmos um futuro que será o resultado das nossas ações, é certo, por exemplo, nas questões ambientais, de sabemos como podemos fazer melhor.

Vem esta reflexão a propósito da recente visita a Portugal da ativista ambiental Greta Thunberg, que juntou a sua voz a causas mundiais na proteção do ambiente e da preservação da qualidade de vida da população mundial. A autenticidade da sua mensagem é inquestionável e as preocupações que defende são objetivos globais que partilho inteiramente, já tenho reservas pela forma como anuncia o mais completo desprezo pelas instituições e o derrotismo como se refere ao futuro do Planeta.

A jovem Greta não apresenta alternativas, como outros protagonistas até da nossa terra, apenas identificam causticamente os problemas e menoriza os responsáveis públicos e a sociedade em geral. Ora, esta abordagem levada à letra, sintetiza uma opção política que apenas se centra na identificação dos problemas ou na abordagem crítica das questões, mas não preconiza as soluções ou sequer mobiliza a sociedade para uma atitude mais positiva em áreas-chave como o ambiente, o aquecimento global ou a defesa da floresta.

Então a pergunta que se impõe é saber que mudanças se espera realizar com o discurso do medo, da catástrofe ou da mera proclamação dos problemas? Creio que não será esse o melhor caminho para quem, efetivamente pretende transformar comportamentos das sociedades modernas. Ou seja, estamos de acordo que denunciar os graves problemas ambientais, o aquecimento global, a estagnação económica ou as novas formas de exclusão, constitui um dever de cidadania, todavia, a mudança esperada apenas pode resultar da confiança que tenhamos uns nos outros, independente da função, idade ou estatuto social.

Confiança é a palavra que gostaria de partilhar com todos, neste final de ano e num tempo de enormes transformações, na sua maioria, como no combate à doença e à pobreza, estou certo, serão fundamentais para um futuro melhor para todos. Um Feliz Natal!

 


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