João Ramos

Fisioterapeuta

Cicatriz

Ser submetido a uma intervenção cirúrgica remete a que haja um corte, com alguma profundidade e que rompe várias camadas de tecidos. A sutura constitui assim uma agressão direta ao corpo, provoca lesão/stress em todos os tecidos abrangidos: pele, fáscia, tecido subcutâneo, tecido adiposo, músculos e órgãos.

Uma cicatriz altera a mobilidade dos tecidos, a função dos mesmos e assim a dinâmica corporal (biomecânica). A zona suturada, cosida, agrafada ou colada tem uma intenção de fecho e de fixação. O tecido cicatricial é naturalmente mais duro e rígido, não permitindo mover-se nem esticar-se. Inequivocamente a flexibilidade da zona operada fica então diminuída.

As cicatrizes podem apresentar diversas dimensões e até alterações de pigmentação. Podemos classificá-las da seguinte forma: normotróficas (ou normais), atróficas, hipertróficas e quelóides.

As cicatrizes normotróficas (ou normais) correspondem ao processo de cicatrização normal. Já nas atróficas não se produz tecido conjuntivo em quantidade suficiente e a cicatriz fica a um nível mais baixo do que a pele que a rodeia.

As cicatrizes hipertróficas e quelóides são variações da cicatrização normal, caracterizam-se por um crescimento excessivo do tecido conjuntivo (tecido fibroso) após processo inflamatório. Ambas apresentam maior relevo e com coloração rosa.

A quelóide tem um aspeto brilhante e ultrapassa os limites da ferida, invadindo o tecido normal adjacente de forma irregular. Existe prurido, dor, presença de nódulos e não regride espontaneamente ao longo do tempo.

No caso da hipertrófica, a cicatriz tem maior tensão, as margens limitam-se à área original, contém fibras elásticas e tende à regressão espontânea.

Tratamento de Fisioterapia Dermatofuncional

Em relação ao tratamento de cicatrizes, a Fisioterapia apresenta uma boa eficácia nos casos recentes (até três meses de cirurgia); aconselha-se que procure um fisioterapeuta que fará a avaliação da sua cicatriz e saberá qual o tipo de técnicas que deverá executar de modo a controlar o excesso de tecido cicatricial característico destas situações.


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