Centro defende ampliação do hospital de Leiria

O conselho regional das comunidades intermunicipais da Região Centro aprovou uma proposta de investimentos estratégicos a sua área de influência, que considera estruturante o projeto de beneficiação e ampliação do Centro Hospitalar de Leiria, Pombal e Alcobaça (Hospital Santo André).

Por iniciativa da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL), a intervenção de beneficiação do hospital de Leiria foi considerada um dois oito projetos âncora para a Região Centro, que “assim reclama uma maior participação na gestão e execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), um pacto financeiro que deverá contribuir para a recuperação do todo nacional, contribuir para a coesão territorial e não apenas orientando para um ou dois mega projetos anunciados”, como defendeu no dia 4 de novembro o vice-presidente da CIMRL, Paulo Batista Santos.

“A Região de Leiria, pela sua dinâmica empresarial e social está a ressentir-se gravemente ao nível do emprego e da atividade económica, bem assim em áreas essenciais à população como sejam o acesso aos serviços hospitalares e também nos cuidados de saúde primários, com a suspensão da atividade de vários centros de saúde, pelo que é urgente orientar mais recursos para estes objetivos”, adiantou.

A oito comunidades intermunicipais da Região Centro consensualizaram um conjunto de princípios e de orientações, que “julgam ser decisivas para que a região seja mais competitiva e mais coesa social e economicamente”.

O documento que aprovaram seguiu para o Presidente da República, Governo e Assembleia da República, no sentido de afirmar que “as oito comunidades intermunicipais entendem que a região deve ter uma voz e um papel ativo na definição/aplicação dos recursos do PRR, defendendo que é altura de colocar o território a determinar as grandes prioridades de investimento e a consequente distribuição de verbas”.

O PRR, desenvolvido pelo Governo português e colocado à disposição pela UE, representa um montante global de 12,9 mil milhões em subvenções, mais 15,7 mil milhões a título de empréstimos, “sendo um instrumento orientado para a coesão económica e social e assegurando, simultaneamente, que as suas economias se inscrevam na transição ecológica e digital, tornando-se mais sustentáveis e resilientes”.

 


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